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quarta-feira, maio 20, 2026
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Por que as agências de viagens tradicionais estão ficando para trás na nova era do turismo

Por que as agências de viagens tradicionais estão ficando para trás na nova era do turismo

Com a busca por atendimento mais ágil e personalizado, 60% dos clientes preferem serviços automatizados para reservas

FeComércio projeta que o turismo nacional deve faturar R$ 300 bilhões neste ano. Apesar do alto rendimento, 32% das empresas do setor turístico ainda não usam inteligência artificial agêntica em seus processos, segundo a Phocuswrigh, o que dificulta lidar com o crescimento do volume de demandas.

As companhias que não digitalizaram as operações estão inadequadas às expectativas dos clientes. Enquanto as agências de viagens se opõem a usar tecnologia no back-office, 60% dos viajantes dizem preferir que a IA atualize reservas, o que reduz o tempo de espera em 80%, de acordo com um relatório da Zipdo.

Para Rafael Cohen, CEO da Blis AI, empresa que desenvolve agentes de inteligência artificial para automatizar tarefas complexas do atendimento turístico, as agências tradicionais que dependem de processos manuais e descentralizados, encarecem a operação e não satisfazem os clientes como companhias que usam IA.

“As organizações que não inovam enfrentam dificuldades para acompanhar o ritmo do mercado, especialmente diante da crescente demanda por agilidade, personalização e disponibilidade contínua. Em situações como essa, os viajantes se mostram insatisfeitos com a demora do atendimento”, afirma.

Em estruturas manuais, o aumento da demanda ocasiona custos adicionais de profissionais e mais tempo de trabalho. A ausência de automação pode gerar falhas e informações inconsistentes no processo, levando os viajantes a ficarem tensos ao longo do atendimento. Ainda segundo o levantamento da Zipdo, os abandonos de reservas diminuíram 25% com a tecnologia, e ela reduziu em 35% os erros de entrada manual de dados.

“A IA permite automatizar tarefas críticas como emissão de passagens e remarcações. Como ela faz atendimentos personalizados e os clientes se sentem mais satisfeitos com os serviços, as agências de viagens tradicionais estão perdendo espaço no mercado.

O CEO da Blis AI ainda ressalta que soluções desse tipo transformam a operação em um modelo mais previsível e eficiente. “Os agentes inteligentes são orientados por dados. Dessa forma, eles contribuem para um novo padrão de competitividade no setor, com maior personalização e velocidade”, conclui.

Sobre a Blis AI

A Blis AI é uma traveltech especializada no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial para a automação de operações no setor de viagens, com foco em VTES (Vertical Travel & Expense System). A empresa atua na execução de tarefas críticas como cotações, reservas de hotéis, marcação de assentos, cancelamentos, remarcações, emissões e reembolsos de passagens, integrando sua tecnologia diretamente aos sistemas utilizados por agências de viagens, TMCs, consolidadoras e companhias aéreas, como GDS, NDC e plataformas de back-office.

Fundada por Rafael Cohen (CEO), Rodrigo Cioffi (COO) e Luiz Antunes (CTO), a Blis AI opera em modelo B2B2C e utiliza tecnologia proprietária para transformar o VTES em uma camada operacional baseada em IA, capaz de executar processos de ponta a ponta em canais conversacionais, como web e WhatsApp. Após captar R$ 1 milhão em rodada pré-seed, a startup aposta em um modelo verticalizado para reduzir custos operacionais, aumentar a eficiência e escalar o atendimento no ecossistema de turismo.

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