Na minha visão, quanto mais acesso à informação, maior tende a ser a expectativa do viajante. Já não basta oferecer uma acomodação confortável ou uma programação atraente. É preciso considerar o perfil de cada pessoa, o estilo da viagem e o significado daquele momento. Descansar, celebrar, conviver com os filhos ou desfrutar alguns dias a dois são propósitos que pedem escolhas diferentes.
Um casal pode desejar tranquilidade, boa gastronomia e tempo para conversar sem pressa. Em uma viagem com filhos, pode buscar atividades adequadas às idades das crianças, oportunidades de convivência e condições para que os adultos também descansem. Mesmo entre famílias com características semelhantes, as expectativas não são necessariamente iguais. Personalizar começa por reconhecer essas diferenças, não por encaixar todos em uma mesma oferta.
É nesse contexto que acredito na valorização crescente do agente de viagens que exerce uma função consultiva. Seu diferencial não está em disputar com a tecnologia a velocidade de uma pesquisa, mas em utilizá-la para orientar melhor. Saber ouvir, fazer as perguntas certas e recomendar com critério são competências que ajudam a transformar informação em confiança.
Esse atendimento deve começar antes da viagem, com o entendimento das preferências, do orçamento e das necessidades do cliente. Durante a experiência, significa oferecer suporte dentro dos serviços contratados e ajudar a encaminhar eventuais imprevistos. Depois do retorno, significa ouvir, compreender o que funcionou e aprimorar as próximas recomendações. O relacionamento não precisa terminar quando o hóspede deixa o hotel.
Por isso, vejo espaço para o crescimento da procura por profissionais que entreguem esse cuidado. Não se trata de rejeitar os canais digitais, mas de reconhecer que conveniência e atenção humana podem — e devem — caminhar juntas. O viajante ganha quando encontra alguém capaz de explicar não apenas quanto custa uma opção, mas por que ela é adequada ao que procura.
Como hoteleiro, considero que também temos uma responsabilidade nessa construção. Precisamos aproximar os agentes daquilo que efetivamente oferecemos. Conhecer um empreendimento pessoalmente permite observar detalhes, esclarecer dúvidas e recomendar com mais segurança. Uma parceria consistente se fortalece quando a expectativa apresentada ao cliente corresponde à experiência que ele encontrará.
A realização da ABAV Expo 2026, de 30 de setembro a 2 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, oferece uma ocasião oportuna para renovar essa aproximação. Ao longo de outubro, convido os agentes especializados em viagens de lazer, especialmente aqueles que atendem casais com e sem filhos, a experimentar o Hotel Terras Altas Resort & Convention Center.
Estamos em Itapecerica da Serra, próximos à capital paulista, em um ambiente integrado à natureza e à paisagem da Mata Atlântica. É nesse cenário que desenvolvemos nossa proposta de acolhimento, lazer e convivência. Nosso convite é para conhecer as acomodações, vivenciar os serviços, explorar os espaços e avaliar como o empreendimento pode atender aos diferentes perfis de seus clientes.
Para favorecer essa experiência, oferecemos tarifa especial para agentes de viagens, sob demanda, mediante consulta à nossa equipe. Mais do que apresentar uma estrutura, queremos abrir espaço para o diálogo e construir relações profissionais baseadas no conhecimento e na confiança.
Acredito que o futuro das viagens de lazer será tanto melhor quanto maior for nossa capacidade de combinar tecnologia com sensibilidade. Ao agente cabe compreender o viajante e orientar suas escolhas. A nós, hoteleiros, cabe acolher e corresponder ao que foi proposto. Quando trabalhamos juntos, a viagem deixa de ser apenas uma reserva confirmada e ganha condições de se tornar uma boa memória.
Latif Abrão Jr., sócio proprietário do Hotel Terras Altas Resort & Convention Center e vice-presidente da ABIH-SP




