Estudo revela que o esporte está redefinindo a forma como as pessoas planejam viagens, consomem e se relacionam com marcas e reforça tendência de viagens motivadas por paixões
São Paulo, 16 de julho de 2026 – O esporte está deixando de ser apenas um motivo para viajar e se consolidando como um importante fator de influência na forma como as pessoas planejam viagens, escolhem destinos, definem gastos e se relacionam com programas de fidelidade e meios de pagamento. A tendência, impulsionada pelas chamadas viagens motivadas por paixões (passion-led travel), ganha ainda mais relevância com o maior torneio de futebol do mundo em 2026, que deve atrair cerca de 1,24 milhão de visitantes internacionais, sendo cerca de 742 mil viajando exclusivamente para acompanhar a competição.
Em um país onde o futebol faz parte da identidade cultural, viajar para acompanhar grandes eventos esportivos tornou-se uma tendência crescente entre os consumidores brasileiros. Para o maior torneio de futebol do mundo, o Ministério de Portos e Aeroportos informou a previsão de mais de 1.100 voos ligando o Brasil às cidades-sede da competição, o que reforça como o esporte vem influenciando a forma como os brasileiros planejam suas viagens.
Segundo o estudo “Stadiums to Spas: Unlocking the Explosive Growth of Sports and Wellness Travel”, da Priority Pass, programa líder mundial em experiências aeroportuárias, os viajantes estão cada vez menos focados apenas no destino e mais interessados nas experiências que desejam viver. Em um cenário marcado por maior cautela nos gastos, incertezas econômicas e custos crescentes, as viagens passaram a ser planejadas de forma mais estratégica e intencional.
Nesse contexto, o futebol continua sendo o principal motivador das viagens esportivas no mundo. A modalidade lidera esse movimento na Europa, Oriente Médio e África (61%), seguida pela Ásia-Pacífico (54%) e pelas Américas (54%).
O estudo também revela um comportamento que dialoga diretamente com o perfil do viajante brasileiro: transformar um grande evento em uma experiência completa de viagem. Quase metade (46%) dos turistas esportivos afirma aproveitar a ocasião para conhecer outros destinos durante o mesmo roteiro, índice que sobe para 49% entre Millennials e a Geração Z.
Muito além dos estádios
Mais do que impulsionar o turismo, o esporte está reorganizando a maneira como as pessoas escolhem aonde ir, quanto tempo permanecer e quanto investir em uma viagem. Hoje, o turismo esportivo representa cerca de 10% dos gastos globais com turismo e deve crescer de aproximadamente US$ 707 bilhões em 2025 para mais de US$ 2 trilhões até 2034, consolidando-se como um dos segmentos mais promissores da indústria.
Entre os viajantes que participaram da pesquisa, um em cada cinco afirma viajar prioritariamente para participar ou acompanhar eventos esportivos. Desses, 49% apontam a emoção de assistir a eventos ao vivo como principal motivação e 48% viajam pela paixão por um esporte ou equipe específica. Por fim, 46% aproveitam essas viagens para conhecer novas cidades.
“O esporte desperta uma paixão individual e coletiva como poucas experiências conseguem. Cada vez mais vemos pessoas organizando seus calendários de viagem em torno de grandes eventos esportivos, gerando picos significativos na demanda para cidades-sede. Isso vale para uma Copa do Mundo de futebol, um Grande Prêmio de Fórmula 1 ou um Grand Slam de tênis”, afirma Christopher Evans, CEO da Collinson International, empresa proprietária e operadora da Priority Pass.
Futebol movimenta mais do que torcedores
Além de movimentar mais pessoas, o futebol também impulsiona um gasto médio superior ao de outras modalidades esportivas. Segundo o estudo, viajantes motivados pelo futebol estimam um gasto médio de US$ 1.476 por viagem, acima dos aproximadamente US$ 1.011 registrados entre turistas de outros esportes e superior à média de US$ 1.278 dos viajantes de esporte e bem-estar.
Dados operacionais da Priority Pass também mostram o impacto desses grandes eventos sobre o fluxo nos aeroportos. Durante o torneio realizado na Rússia, em 2018, as visitas às salas VIP da empresa cresceram significativamente nas cidades-sede durante o período da competição. Os maiores aumentos foram registrados em Volgogrado (+83%), Sochi (+72%) e Nizhny Novgorod (+67%).
Quatro anos depois, durante o torneio realizado no Catar, as visitas às salas VIP em Doha aumentaram 74% em comparação ao período anterior ao início da competição.
“Estive recentemente no Japão, onde as reservas de viagens para os Estados Unidos cresceram 250% em função do torneio de futebol de 2026, evidenciando que o desejo de viajar para apoiar uma equipe nunca foi tão forte”, comenta Evans.
A paixão também influencia o consumo
A pesquisa mostra que o impacto das viagens motivadas por paixões ultrapassa o setor de turismo e começa a influenciar também decisões financeiras e de consumo.
Entre os entrevistados que já possuem benefícios de viagem em seus cartões de pagamento, 79% afirmam que seus interesses por esporte e bem-estar influenciaram a escolha do cartão. Além disso, 46% dizem que benefícios relacionados ao acesso a eventos esportivos melhoram significativamente sua experiência, enquanto 71% das pessoas que ainda não possuem esse tipo de benefício demonstram interesse em soluções voltadas a essas experiências.Para a Priority Pass, o cenário representa uma mudança importante na forma como empresas de turismo, meios de pagamento e programas de fidelidade se conectam com seus clientes. Mais do que oferecer benefícios transacionais, cresce a demanda por soluções que acompanhem toda a jornada do viajante, proporcionando conveniência e valor em momentos relevantes.
“À medida em que as pessoas passam a viajar por suas paixões, e não apenas pelos destinos, grandes eventos esportivos aceleram essa transformação. São viagens que envolvem múltiplos destinos, moedas e momentos de consumo.
As marcas que conseguirem oferecer benefícios relevantes ao longo dessa jornada criarão conexões emocionais muito mais fortes e duradouras do que aquelas baseadas apenas em transações. A fidelidade do futuro será construída por empresas que compreenderem o que realmente importa para seus clientes e entregarem valor nos momentos que mais significam para eles”, finaliza Evans.





