SITA adquire a Big Blue Analytics, desenvolvedora do OCC Assistant Manager (OCCam), uma plataforma de otimização de interrupções baseada em IA com comprovada eficácia nas operações de companhias aéreas
GENEBRA (Suíça) – 03 de junho de 2026 – Companhias aéreas de todo o mundo agora terão acesso à plataforma de gerenciamento de disrupções operacionais com IA mais avançada e comprovada da aviação. As falhas operacionais são o problema não resolvido mais caro da aviação, custando dezenas de bilhões de dólares às empresas todos os anos. Para enfrentar esse desafio, a SITA adquiriu a Big Blue Analytics, responsável pelo OCC Assistant Manager (OCCam), e irá expandir a plataforma para as aéreas em todo o mundo como base para uma visão mais ampla de um Centro Inteligente de Controle de Operações.
O OCCam é uma plataforma de otimização de interrupções com IA, aprimorada ao longo de anos de desenvolvimento e validação em operações aéreas reais. Quando ocorre uma falha, a plataforma avalia simultaneamente todas as restrições ativas – aeronaves, tripulação, itinerários de passageiros e manutenção – e produz, em poucos minutos, um plano de recuperação único e coerente. Em operação, companhias aéreas que utilizam o OCCam reduziram esses custos em até 30%.
Resolver interrupções operacionais é realmente complexo. Aeronaves, tripulações, passageiros e manutenção precisam ser otimizados simultaneamente, em um cenário de mudanças constantes e prioridades operacionais que variam a todo momento. Durante anos, nenhum sistema conseguiu fazer isso de forma suficientemente eficiente para entregar resultados consistentes, viáveis e rápidos.
Hoje, a maioria das ferramentas opera de forma sequencial. Primeiro realoca-se a aeronave. Depois, busca-se uma tripulação disponível. Em seguida, os passageiros são remarcados. Cada etapa gera retrabalho, e pequenos problemas acabam se acumulando. Controladores e gestores operacionais lidam com essa pressão em tempo real, tomando decisões rápidas em sistemas já sobrecarregados.
Isso gera custos elevados. Para uma companhia aérea de médio porte, operando pouco mais de 100 aeronaves, os custos com interrupções podem chegar entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões. Uma redução de 25% a 30% representa uma economia entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões. Ainda assim, a maioria dos sistemas atuais não consegue entregar nem comprovar esses resultados.
O OCCam resolve ambos os problemas. Primeiro, rompe com o processo sequencial de tomada de decisão. As equipes recebem rapidamente planos de recuperação classificados e viáveis, que otimizam conjuntamente aeronaves, tripulações e passageiros, com uma visão clara sobre custos, pontualidade, impacto aos passageiros e conformidade operacional. Segundo, torna o impacto mensurável. Cada decisão é monitorada, permitindo às companhias aéreas quantificar economias, avaliar o desempenho operacional e demonstrar retorno sobre investimento desde o primeiro dia.
“As companhias aéreas tradicionalmente tratam as interrupções como um custo fixo da operação, mas existe uma oportunidade clara de encarar esse desafio de forma diferente. Em um ambiente cada vez mais volátil e acelerado, a capacidade de recuperação com agilidade se torna essencial. As companhias que adotarem essa abordagem primeiro irão se recuperar mais rápido, operar mais voos e proteger mais receita do que aquelas que esperarem. Ferramentas com IA como o OCCam estão tornando isso possível”, afirma David Lavorel, CEO da SITA.
A SITA já fornece soluções como o SITA Mission Watch para mais de 100 Centros de Controle Operacional ao redor do mundo, ajudando companhias aéreas a monitorar e otimizar suas operações.
A empresa também já demonstrou sua capacidade de expandir soluções com IA em operações aéreas. Após a implementação global bem-sucedida do SITA OptiFlight, a mesma abordagem agora levará o OCCam para companhias aéreas em todo o mundo.
Além disso, a companhia vem desenvolvendo a próxima camada de IA para operações aéreas, incluindo grandes modelos de linguagem e sistemas baseados em agentes. Com o mecanismo de otimização da Big Blue Analytics como base, a SITA agora poderá desenvolver sistemas capazes de prever interrupções com maior antecedência, automatizar processos rotineiros de recuperação e permitir que equipes interajam com operações complexas de maneira simples e natural.
“Este é o primeiro passo para uma visão muito maior de um Centro Inteligente de Controle de Operações, onde planejamento, monitoramento e recuperação estarão integrados em um único sistema. A IA nos permite lidar com múltiplas restrições simultaneamente e personalizar decisões para cada companhia aérea de uma forma que antes não era possível”, destaca Yann Cabaret, CEO da SITA for Aircraft.
“Com a SITA, podemos levar ainda mais longe o que construímos. Alcançar mais companhias aéreas, mais rapidamente, e transformar otimização avançada em ferramentas práticas que ajudam equipes operacionais a trabalharem de maneira mais inteligente todos os dias”, acrescenta Pau Collellmir, fundador da Big Blue Analytics.
Sobre a SITA
A SITA é o motor tecnológico da indústria do transporte aéreo, tornando as viagens mais seguras, fáceis e sustentáveis para todos. Desde os primeiros dias da aviação comercial até as atuais fronteiras digitais, a SITA conecta o setor e ajuda a indústria a evoluir a cada novo avanço.
Com cerca de 2.500 clientes, a tecnologia da SITA apoia mais de 1.000 aeroportos e mais de 19.600 aeronaves em todo o mundo. A empresa também ajuda mais de 70 governos a equilibrar segurança de fronteiras com jornadas de viagem mais fluidas. Nos bastidores, a SITA intermedeia 45% a 50% da troca de dados do setor, permitindo que uma rede global altamente complexa opere de forma eficiente e confiável em todas as etapas.
A SITA está passando por uma rápida transformação. De soluções avançadas de autoatendimento e controle operacional ao design de aeroportos e fronteiras digitais, a empresa está moldando a próxima geração de viagens por meio de aquisições estratégicas como Materna IPS, ASISTIM e CCM. A empresa também está expandindo além da aviação com iniciativas como SmartSea, levando suas tecnologias para os setores marítimo, ferroviário e de mobilidade aérea urbana.
Essa transformação vai além de novos produtos. A empresa está investindo em competências, ferramentas e parcerias para ajudar a indústria a operar com mais inteligência e agilidade, reunindo sistemas inteligentes, dados integrados e inovação sustentável. Porque, à medida que as viagens globais crescem, fluxo é tudo.
Como parte de sua estratégia climática, a SITA está reduzindo suas emissões em 4,2% ao ano e tem como meta alcançar emissões líquidas zero até 2050. Suas metas baseadas na ciência foram validadas pela SBTi, e seu portfólio crescente também ajuda clientes a reduzir suas próprias pegadas de carbono.
De propriedade da própria indústria e orientada por suas necessidades, a SITA opera em mais de 200 países e territórios.





