Continente concentrou R$ 11,7 bilhões em despesas internacionais com cartões no primeiro trimestre de 2026
A Europa foi o principal destino dos gastos internacionais dos brasileiros no primeiro trimestre de 2026. De acordo com dados da Abecs referentes aos três primeiros meses do ano, o continente concentrou R$ 11,7 bilhões em despesas realizadas com cartões em transações internacionais, crescimento de 19,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com R$ 9,7 bilhões movimentados no período, alta de 10,9% na comparação anual. Juntos, Europa e EUA concentraram aproximadamente 77% dos gastos internacionais realizados por brasileiros entre janeiro e março.
Os dados contemplam tanto despesas realizadas por brasileiros em viagens ao exterior quanto compras internacionais feitas a partir do Brasil, refletindo o avanço das transações internacionais e o aumento do uso dos meios eletrônicos de pagamento.
“O crescimento das despesas internacionais reforça a importância do cartão como principal meio de pagamento para brasileiros em transações realizadas fora do país. Além de oferecer praticidade e segurança, os cartões ampliam o acesso ao comércio global e acompanham a evolução do comportamento de consumo dos brasileiros em diferentes mercados”, afirma Ricardo de Barros Vieira, vice-presidente da Abecs.
Uso de cartões em transações internacionais cresce 37%
Entre janeiro e março de 2026, as despesas internacionais realizadas por brasileiros totalizaram US$ 5,3 bilhões, equivalentes a R$ 27,9 bilhões, representando crescimento de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na divisão por modalidade, o cartão de crédito concentrou a maior parte do volume transacionado, com R$ 21,7 bilhões, alta de 22,6%. O cartão de débito movimentou R$ 3 bilhões, com crescimento de 98,6%, enquanto o cartão pré-pago somou R$ 3,2 bilhões, com variação de -8,7%.
Além da Europa e dos Estados Unidos, outras regiões também registraram crescimento nos gastos internacionais dos brasileiros. A Ásia movimentou R$ 1,7 bilhão (+36,9%), a Oceania alcançou R$ 1,5 bilhão (+440,7%), a América (exceto EUA) somou R$ 2,9 bilhões (+22,3%) e a África registrou R$ 211 milhões (+28,9%).
Os resultados mostram a expansão das transações internacionais dos brasileiros e uma maior diversificação geográfica dos gastos, acompanhada pelo avanço dos meios eletrônicos de pagamento.
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