Especialistas da BWT Operadora analisam tendências observadas em edições anteriores e explicam como surfar a onda de oportunidades que o maior evento de todos os tempos deixa como legado
Nas ruas, nos jornais e nas redes sociais, só se fala nela: a Copa do Mundo. A maior edição de todos os tempos começa nesta quinta-feira (11) e movimenta o consumo global. O trade do turismo segue na reta final de vendas para quem ainda quer assistir aos jogos. Porém, se engana quem pensa que o timming comercial do evento já passou. Especialistas acreditam que a maior oportunidade para agentes de viagens pode estar justamente no período posterior ao apito final.
“A Copa é uma das maiores campanhas de promoção turística do mundo. Durante mais de um mês, milhões de pessoas são impactadas diariamente por imagens de cidades, atrações, gastronomia, parques, paisagens naturais e experiências dos países-sede. O efeito mais duradouro não acontece necessariamente durante o torneio, quando historicamente as vendas desaceleram, mas nos meses seguintes, quando o consumidor começa a planejar sua próxima viagem”, afirma Gabriel Cordeiro, diretor-geral da BWT Operadora.
A avaliação ganha força quando se observa o histórico de Copas anteriores. Durante o Mundial realizado no Brasil, em 2014, levantamento do Sindetur-SP apontou que 53% das agências de viagens registraram queda nas vendas de produtos tradicionais durante o torneio, enquanto as vendas totais do setor de agenciamento apresentaram retração de 27% em junho daquele ano. Ao mesmo tempo, os destinos diretamente associados ao evento ganharam projeção internacional e mantiveram relevância turística após o encerramento da competição.
Três sedes, o triplo de oportunidades
A competição, que será realizada pela primeira vez em três países, Estados Unidos, Canadá e México, colocará os destinos diante de uma audiência global de bilhões de espectadores. “Mais do que receber turistas durante o torneio, os destinos devem colher os resultados da exposição internacional nos meses e até anos seguintes”, avalia Roberto Araújo, gerente de negócios Internacionais da BWT Operadora.
Para ele, os Estados Unidos, que receberão a maior parte das partidas, devem levantar ainda mais a exposição de destinos já consolidados entre os brasileiros, como Nova York, Miami, Orlando, Califórnia e Las Vegas. “A exposição das cidades-sede também deve estimular a venda de roteiros combinados e experiências fora dos circuitos tradicionais”, acredita Araújo.
“Quem acompanha uma partida em Nova York acaba conhecendo imagens da cidade, da região e de outros destinos próximos. Isso desperta interesse e amplia as possibilidades de venda para o agente de viagens. O mesmo acontece com a Califórnia, que reúne praias, parques temáticos, enoturismo e experiências urbanas em um único roteiro”, explica.
O Canadá aparece como uma das grandes oportunidades para o turismo brasileiro. Embora receba menos visitantes nacionais do que os Estados Unidos, cidades como Toronto e Vancouver estarão presentes diariamente nas transmissões e na cobertura internacional.
“Muitos brasileiros terão contato com o Canadá de uma forma diferente durante a Copa. É um destino que reúne natureza, qualidade de vida, segurança e excelente infraestrutura turística. A visibilidade proporcionada pelo evento pode acelerar o interesse do mercado brasileiro pelo país”, avalia Araújo.
Para o especialista, o México tem potencial que vai além dos tradicionais destinos de praia. Com Cidade do México, Guadalajara e Monterrey entre as sedes do torneio, a expectativa é ampliar o conhecimento do público sobre a riqueza cultural, histórica e gastronômica do país.
“O brasileiro já conhece Cancún e Riviera Maya. Agora existe uma oportunidade de mostrar um México mais amplo, com experiências urbanas, patrimônio histórico e uma das gastronomias mais valorizadas do mundo”, destaca.
Países vencedores colocam destinos nos holofotes
Outro movimento que merece atenção do trade é o desempenho das seleções durante a competição. Segundo Gabriel Cordeiro, países que protagonizam campanhas históricas ou conquistam o título costumam registrar aumento de interesse turístico nos meses posteriores ao evento.
De acordo com Cordeiro, o fenômeno foi observado recentemente com destinos como Croácia, Marrocos e Argentina, que ganharam projeção internacional após campanhas marcantes em Copas do Mundo.
“Quando um destino aparece diariamente na mídia global por conta do esporte, ele passa a fazer parte do imaginário do viajante. Isso pode influenciar diretamente as buscas e as vendas futuras”, afirma o executivo.
Ele acredita que a estratégia mais eficiente para os próximos meses é aproveitar a visibilidade da Copa para alimentar o desejo de viagem e preparar campanhas voltadas ao pós-evento. Em vez de concentrar esforços apenas na venda de ingressos ou pacotes relacionados aos jogos, a recomendação é construir desde já ofertas para embarques no segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027.
“A Copa termina, mas a lembrança dos destinos permanece. Quem estiver preparado para transformar essa exposição em produtos, campanhas e argumentos de venda terá uma vantagem importante quando os consumidores começarem a planejar suas próximas férias”, conclui Cordeiro.
Os agentes de viagem que desejam aproveitar o potencial desse mercado podem acessar o site www.bwtoperadora.com.br





