Especialista recomenda seguro-viagem para os mais de 2,3 milhões de brasileiros que visitarão o país
Dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC, ou CPI na sigla em inglês), divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano, mostram que os gastos com cuidados médicos registraram alta de 4,2% em agosto de 2025, atingindo o maior nível desde 2021, na pandemia. Mesmo antes do aumento, o país já figurava entre os mais caros do mundo para cuidados com saúde.
Além disso, outro dado reforça a dimensão do problema: durante a última Copa do Mundo, realizada no Catar em 2022, 51 mil torcedores necessitaram de atendimento médico, sendo parte deles encaminhados a hospitais.
Hugo Reichenbach, diretor de operações da Real Seguro Viagem, afirma que esse cenário preocupa porque, diferentemente do Brasil, onde o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura gratuita, o modelo norte-americano é baseado na iniciativa privada, com cobrança direta por consultas, exames e internações.
“Muitos turistas só percebem a importância de possuir um seguro viagem que contemple cobertura médica ao enfrentar situações inesperadas no exterior. Geralmente, eles sofrem de problemas gastrointestinais como intoxicação, diarreia, quedas e até mesmo gripes fortes. Se o brasileiro viaja sem seguro-saúde, o gasto que ele pode ter com a saúde privada nos EUA pode ser de até 5 vezes mais alto do que os valores gastos com a própria viagem”, afirma Reichenbach.
De acordo com o levantamento da International Trade Administration, os Estados Unidos devem receber cerca de 2,3 milhões de brasileiros em 2026, país que concentrará a maior parte das partidas da Copa do Mundo e deve liderar o fluxo de turistas durante o evento. Serão 78 jogos, contra 13 no México e 13 no Canadá.
Veja abaixo os valores médios de alguns atendimentos no país:
- Consulta médica simples: entre US$ 100 e US$ 200 (cerca de R$ 510 a R$ 1.020)
- Atendimento de emergência: cerca de US$ 2 mil (aproximadamente R$ 10.200)
- Internações: entre US$ 3 mil por noite (cerca de R$ 15.300)
- Fraturas ou partos: podem chegar a US$ 10 mil (cerca de R$ 51.000)
Como a Copa será realizada em três países, a recomendação é optar por planos que ofereçam cobertura internacional ampla, garantindo assistência em todos os destinos da viagem. “Para brasileiros, escolher um seguro-viagem antes da viagem, no seu próprio país, ajuda muito quando você precisa do serviço, porque o suporte em português pode ser um alívio para um momento de emergência mesmo para quem já é fluente em outra língua”, acrescenta Hugo.
Como funciona o seguro-viagem?
Apesar de ser obrigatório para mais de 30 países, o seguro-saúde não é obrigatório para a entrada em nenhum dos três países-sede da Copa do Mundo de 2026, mas é altamente recomendado para evitar prejuízos financeiros e garantir assistência em situações inesperadas durante a viagem.
Geralmente, o turista contrata o plano antes do embarque, o que permite avaliar com mais calma as opções disponíveis, os tipos de cobertura e escolher a alternativa que melhor se encaixa no orçamento e no perfil da viagem.
Em muitos casos, o atendimento é realizado diretamente em uma rede credenciada, sem necessidade de pagamento imediato, e pode contar até mesmo com teleconsultas que oferecem suporte 24h. No entanto, em situações de urgência, o viajante pode precisar arcar com os custos inicialmente e solicitar o reembolso posteriormente.
Além da contratação do seguro-viagem, especialistas também recomendam atenção aos cuidados básicos de saúde antes do embarque. O ideal é que o viajante faça uma avaliação médica prévia, especialmente em casos de doenças crônicas, e verifique se as vacinas estão em dia, conforme as exigências e recomendações do destino.
Outro ponto importante é montar um kit básico de medicamentos de uso contínuo e itens essenciais, como analgésicos e antialérgicos, sempre acompanhados de prescrição médica quando necessário. Durante a viagem, medidas simples como manter a hidratação, ter atenção à alimentação e adotar cuidados com higiene podem reduzir riscos de problemas comuns, como infecções gastrointestinais.
“Também é recomendado que o turista tenha fácil acesso a documentos importantes, como apólice do seguro, contatos de emergência e informações médicas relevantes. Esses cuidados, aliados ao planejamento adequado, contribuem para uma viagem mais segura e tranquila, especialmente em eventos de grande porte como a Copa do Mundo”, conclui o diretor de operações da Real Seguro Viagem.






