Recuo em cidades mato-grossenses coloca o estado entre as maiores quedas de tarifa do país e ajuda a conter a inflação das passagens de ônibus na região; no setor aéreo, preços acumulam alta de 21,9% em 12 meses
São Paulo, 15 de outubro de 2026 — Mato Grosso registrou a quinta maior queda do país no preço das passagens de ônibus no mês de setembro, com recuo de 0,3%, levando a região Centro-Oeste a registrar variação abaixo da média nacional em setembro, alta de 1,6% ante 2% em todo território nacional. É o que mostra a nova edição do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Sobre as demais regiões, o Sudeste liderou a variação mensal (3,2%), seguido do Sul (2,3%), Nordeste (0,7%) e Norte (-2,9%).
A retração pontual no modal rodoviário reforça o ônibus como a opção que mais preserva o bolso do viajante frente ao encarecimento do transporte aéreo. No acumulado dos últimos 12 meses (setembro de 2026 frente a setembro de 2025), o IRCB Nacional subiu 8,7%, enquanto as passagens aéreas dispararam 21,9% , ou seja, a variação percentual das passagens do setor aéreo foi quase cinco vezes maior do que a do rodoviário no mesmo período.
O contraste nacional entre os modais não é um fenômeno pontual de um único mês; ele se repete em todas as janelas de comparação disponíveis no índice. Na série histórica completa, iniciada em dezembro de 2017, o IRCB acumula alta de 65,3%, ainda distante dos 92,4% de avanço das passagens aéreas no mesmo intervalo, com base no IPCA.
Interestadual x intermunicipal
O monitoramento da ClickBus e da Fipe aponta que cruzar as fronteiras estaduais demandou um ajuste maior do passageiro. O segmento interestadual puxou a alta consolidada do mês de setembro, com variação de 4,9%, ficando à frente do transporte intermunicipal, que variou 1,2%. O mesmo padrão se repete no acumulado de 12 meses: alta de 13% no interestadual contra 7,6% no intermunicipal.
Preço do conforto sobe em ritmos diferentes
Entre as classes de serviço oferecidas pelas empresas de ônibus, quem viajou na categoria Semi-leito sentiu o maior impacto no bolso em setembro de 2026, liderando as altas mensais (6,7%). O comportamento das tarifas nas demais classes de serviço no mês de setembro se configurou da seguinte forma: Cama (3,1%), Executivo (1,9%), Convencional (1,4%) e Leito (1,2%). No balanço dos últimos 12 meses, a liderança de aumentos seguiu com a classe Semi-leito (15,3%), seguida por Cama (11,4%), Convencional (8,5%), Leito (6,9%) e Executivo (6,8%).
Curta distância na liderança dos preços
As viagens de curta e longa distância empataram na maior alta do mês de setembro, ambas com variação de 2,7%. Em seguida vêm média-longa distância (1,9%), média-curta (1,6%) e média distância (1,4%). No acumulado do ano (janeiro a setembro), as viagens de curta distância sustentam a maior alta consolidada do país (10,1%).
Aumento do diesel não chegou integralmente à passagem
Um outro dado ajuda a contextualizar a moderação do IRCB: o preço do óleo diesel subiu 14,4% no acumulado de 12 meses (setembro/26 vs. setembro/25), enquanto o IRCB nacional avançou 8,7% na mesma base comparativa. A diferença sugere que parte da pressão de custos não tem sido integralmente transferida para o preço da passagem.
Retrato de setembro: pequena recomposição depois da pausa
Na leitura mais recente, o IRCB nacional subiu 2,0% em setembro ante agosto, recompondo parte do recuo registrado no mês anterior (-1,1%). Entre agosto e setembro de 2026, os preços das passagens interestaduais avançaram 4,9%, enquanto o intermunicipal apresentou alta mais moderada, de 1,2%.
Números em detalhe
As variações abaixo referem-se à série sem ajuste sazonal.
Por tipo de viagem
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Por classe de serviço
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Por distância percorrida
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Por região geográfica
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Aberturas
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Sobre o IRCB
O Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB) é calculado mensalmente pela Fipe com base em dados de passagens comercializadas na plataforma da ClickBus. A metodologia emprega índice hedônico com controle de atributos qualitativos das viagens, garantindo que as variações refletem, de fato, a evolução dos preços e não mudanças no perfil das passagens vendidas. As séries históricas estão disponíveis desde dezembro de 2017.




