A hotelaria asiática vive um momento de protagonismo global, impulsionado pela combinação entre tecnologia, sustentabilidade e experiência do hóspede. Em viagem recente à China, acompanhei in loco como o mercado local tem posicionado a hospitalidade a partir de soluções voltadas à eficiência operacional, práticas ESG e novos padrões de consumo.
A hotelaria asiática vive um momento de protagonismo global, impulsionado pela combinação entre tecnologia, sustentabilidade e experiência do hóspede. Em viagem recente à China, acompanhei in loco como o mercado local tem posicionado a hospitalidade a partir de soluções voltadas à eficiência operacional, práticas ESG e novos padrões de consumo.
A Ásia transformou-se em um celeiro de inovação e o setor hoteleiro acompanhou esse movimento. O mercado regional foca, cada vez mais, na sensibilidade voltada ao cliente, mas sem abrir mão de um olhar atento ao que existe de mais moderno em infraestrutura. Essa combinação tem sido determinante para otimizar tanto a operação dos hotéis quanto a satisfação do consumidor final.
Durante as duas semanas em que estive no país, visitei a Hotel & Shop Plus, realizada em Xangai, e participei de encontros com fornecedores e visitas técnicas a fábricas locais. Essa imersão revelou um ecossistema muito avançado. O que mais chamou a atenção foi o fato de as empresas locais estarem altamente conectadas às novas demandas ambientais do setor. Já não podemos olhar para o país como um exportador de produtos de baixo valor agregado, mas como um polo de tecnologia de ponta.
Atualmente, a hospitalidade é observada de forma muito mais criteriosa, exigindo que fornecedores estejam inseridos em processos ESG de maneira concreta. Fabricantes chineses já oferecem produtos desenvolvidos com materiais biodegradáveis e estratégias voltadas à redução de impactos em toda a linha produtiva. É um pensamento enraizado em toda a cadeia local.
Durante as visitas às fábricas, conheci de perto os protocolos industriais essenciais para nossa avaliação de novos parceiros. O objetivo foi verificar se os padrões de produção atendiam ao nível de exigência de qualidade da Realgems. A percepção construída ao longo dos anos no Ocidente, que associa itens chineses a baixo custo e baixa qualidade, não corresponde à realidade atual. O mercado alcançou um nível de excelência impressionante em diferentes segmentos; como resultado, sete fábricas visitadas foram aprovadas em nossos critérios para se tornarem novas fornecedoras.
No campo da sustentabilidade, a China demonstrou estar em um estágio de maturação elevado. Embora o mercado brasileiro e sul-americano caminhem na mesma direção, a preocupação com o ESG aparece de forma integrada à cultura empresarial e presente em praticamente todos os setores.
Entre as principais tendências observadas, destaca-se o avanço do uso de dispensers, movimento que ganha força no Brasil. O modelo contribui para uma redução significativa no consumo de plástico e se conecta às políticas ambientais exigidas pelas grandes redes. Também identificamos o uso crescente de matérias-primas biodegradáveis, unindo consciência ecológica e eficiência econômica.
Esse intercâmbio técnico reforçou a percepção de que a China possui uma estrutura industrial preparada para atender demandas globais com escala, tecnologia e responsabilidade. O mercado chinês está mais que preparado para transmitir segurança para empresas interessadas em desenvolver processos alinhados às novas exigências da hotelaria internacional.
*Jorge Carvalho de Oliveira Junior, diretor presidente da Realgems.






