Destinos alternativos ganham espaço entre turistas, enquanto eventos climáticos reforçam a importância do planejamento da viagem
O verão europeu continua entre os períodos mais movimentados para o turismo internacional, mas a temporada de 2026 tem sido marcada por dois fatores que vêm mudando o comportamento dos viajantes: o aumento das temperaturas e a busca por destinos mais acessíveis. Dados da Comissão Europeia de Turismo (European Travel Commission) mostram que o interesse por destinos considerados “menos tradicionais” cresceu nos últimos anos, impulsionado pelo desejo de evitar superlotação, reduzir custos e encontrar experiências mais autênticas.
Enquanto cidades como Paris, Barcelona, Roma e Santorini seguem entre as preferidas, países como Albânia, Bulgária e Hungria têm atraído um número cada vez maior de turistas. A Albânia, por exemplo, recebeu 11,7 milhões de visitantes em 2024, um crescimento de 82% em relação a 2019, consolidando-se como um dos destinos turísticos que mais crescem na Europa.
Ao mesmo tempo, a Europa enfrenta mais um verão de calor extremo. Países como Espanha, Portugal, França, Itália e Grécia registraram temperaturas superiores a 40°C, além de incêndios florestais, interrupções no transporte ferroviário e fechamento temporário de atrações turísticas em algumas regiões.
Esse cenário tem ampliado a preocupação dos viajantes com possíveis alterações de roteiro e gastos inesperados durante a viagem. Segundo a Ciclic, empresa da BB Seguros, o seguro viagem deixou de ser visto apenas como uma exigência para entrada em alguns países e passou a fazer parte do planejamento financeiro dos turistas.
Além de ser obrigatório para ingresso na maior parte dos países do Espaço Schengen, com cobertura mínima de € 30 mil para despesas médicas, o seguro pode oferecer assistência em situações como atendimento médico, cancelamento ou interrupção da viagem, atraso de voos, extravio de bagagem e outros imprevistos que costumam aumentar em períodos de grande movimentação e eventos climáticos extremos.
Outro ponto de atenção envolve os custos de saúde para turistas. Em países europeus, uma emergência médica pode ultrapassar US$ 750, enquanto uma diária de internação pode variar entre US$ 1.100 e US$ 1.500, dependendo do destino e do atendimento necessário. Problemas como insolação, desidratação e intoxicação alimentar costumam ser mais frequentes durante o verão europeu e podem exigir atendimento hospitalar.
Especialistas também recomendam que os viajantes acompanhem os alertas meteorológicos antes e durante a viagem, reservem hospedagens com antecedência, revisem os roteiros caso haja restrições em áreas afetadas por incêndios e verifiquem as coberturas do seguro antes do embarque, principalmente em relação a despesas médicas, cancelamentos e eventos climáticos.





