Expansão da capacidade dos aeroportos e das companhias aéreas acompanha avanço do e-commerce, das remessas urgentes e da demanda da indústria, avalia CEO da FreteGlobal
São Paulo, julho de 2026 – O crescimento consistente da carga aérea brasileira está redesenhando a logística internacional e criando um ambiente mais eficiente para empresas que dependem de operações rápidas e integradas. Depois de registrar aumento de 6,61% na movimentação de cargas em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o mercado trabalha com a expectativa de crescimento de até 15% até o fim de 2026, o que pode representar um novo recorde para o setor.
Na avaliação de Débora Chiquitano, CEO da FreteGlobal, empresa especializada em logística internacional e integrante do Grupo Alke, o momento é resultado da combinação entre o avanço das compras internacionais, a recuperação de segmentos industriais, o aumento das importações de medicamentos, eletrônicos e componentes industriais e, principalmente, da rápida adaptação da infraestrutura aeroportuária e das companhias aéreas à nova realidade do comércio eletrônico.
“O transporte aéreo deixou de ser uma alternativa apenas para cargas de alto valor agregado e passou a ocupar um papel estratégico na cadeia logística. O crescimento do e-commerce internacional exige velocidade, previsibilidade e capacidade operacional, e o setor aéreo respondeu rapidamente a essa demanda com investimentos em infraestrutura, ampliação de rotas e aumento da capacidade de transporte”, afirma.
Nos últimos anos, aeroportos estratégicos como Viracopos, Guarulhos, Galeão e Florianópolis ampliaram suas estruturas dedicadas à carga aérea para absorver volumes crescentes de importação e exportação. Paralelamente, as companhias aéreas também expandiram suas operações cargueiras.
A GOL, por exemplo, passou de duas para nove aeronaves cargueiras nos últimos cinco anos e ampliou sua malha para 14 destinos. Já a LATAM Cargo Brasil opera atualmente uma frota de 20 aeronaves cargueiras, cada uma com capacidade superior a 50 toneladas.
Segundo Débora, essa evolução beneficia toda a cadeia logística, muito além das grandes operações de comércio eletrônico. “Quanto maior a oferta de capacidade aérea, maior também a competitividade do setor logístico. Isso reduz gargalos, amplia alternativas de transporte, melhora prazos e aumenta a previsibilidade das operações para importadores, exportadores e indústrias que dependem de entregas rápidas.”
A executiva acompanha essa transformação há anos. Com ampla experiência no setor de aviação e logística internacional, ela observa que a integração entre aeroportos, operadores logísticos, companhias aéreas e órgãos públicos evoluiu significativamente para atender um mercado que cresce em ritmo acelerado.
“O e-commerce acelerou uma mudança que talvez demorasse muitos anos para acontecer. Hoje vemos investimentos relevantes em infraestrutura aeroportuária, tecnologia e processos justamente para suportar um fluxo cada vez maior de pequenas remessas internacionais, sem perder eficiência.”
Logística reversa também evolui
Um dos reflexos desse amadurecimento do transporte aéreo é o avanço das operações de logística reversa internacional. Mercadorias que não recebem autorização para ingressar no Brasil ou precisam retornar ao país de origem exigem uma operação altamente especializada, envolvendo transportadoras, terminais aeroportuários, Receita Federal, companhias aéreas e diversos órgãos anuentes.
A FreteGlobal participou diretamente dessa evolução ao implantar, há um ano, a primeira operação estruturada de logística reversa de remessas internacionais de marketplaces asiáticos a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos. Desde então, a empresa já coordenou a devolução de mais de 160 mil encomendas que não receberam autorização para importação, criando um fluxo operacional que ampliou as possibilidades de retorno dessas cargas ao exterior.
“Quando falamos em logística moderna, não podemos olhar apenas para a chegada das mercadorias. A devolução também faz parte da experiência do comércio internacional e precisa ocorrer com a mesma eficiência, segurança e conformidade regulatória. A evolução da carga aérea tornou possível desenvolver soluções que há poucos anos eram extremamente complexas.”
Para a executiva, a tendência é que o crescimento da carga aérea continue acompanhando a expansão do comércio eletrônico internacional, consolidando o modal como um dos principais pilares da logística brasileira nos próximos anos.
Sobre a FreteGlobal
A FreteGlobal é uma LogTech de Comércio Exterior para PMEs brasileiras que integra o Grupo Alke e atua com soluções completas de logística internacional, incluindo agenciamento de cargas aéreas e marítimas, desembaraço aduaneiro e operações especializadas para importação e exportação, tornando empresas brasileiras mais competitivas no mercado global.




