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sábado, abril 25, 2026
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Brasileiros mudam forma de planejar viagens para mundial de futebol e deixam o Google em segundo plano

A forma como os brasileiros estão planejando viagens para a maior disputa de futebol do mundo está passando por uma transformação significativa. Em vez de recorrerem a buscas tradicionais no Google, cresce o número de viajantes que descobrem destinos, restaurantes e experiências diretamente por meio de redes sociais e ferramentas de inteligência artificial. Plataformas como TikTok, Instagram e o próprio ChatGPT vêm se consolidando como novos pontos de partida para a organização de roteiros turísticos.

A mudança no comportamento é clara: em poucos minutos, o usuário pode salvar vídeos, montar um roteiro completo salvando os conteúdos preferidos na lista de itens salvos, escolher onde comer e até decidir onde se hospedar sem realizar uma única busca tradicional. “O viajante de hoje não quer mais procurar, ele quer descobrir. A jornada começa no feed de redes sociais, com estímulos visuais e recomendações rápidas, e não mais em uma página de mecanismo de busca”, afirma Lucas Raganhan, fundador da Sirène Media & Strategy.

Esse movimento não é apenas uma tendência futura, mas uma realidade já consolidada em escala global. Dados do próprio Google indicam que cerca de 40% da Geração Z utiliza plataformas como TikTok e Instagram como mecanismos de busca, especialmente para encontrar lugares e experiências. Um estudo da Adobe reforça esse cenário ao apontar que dois em cada cinco americanos já usam o TikTok com foco em pesquisas sobre restaurantes, viagens e atividades locais. Ao mesmo tempo, pesquisas da SparkToro mostram que mais de 50% das buscas no Google terminam sem cliques (as chamadas “zero-click searches”), evidenciando que o comportamento do usuário está cada vez mais orientado à descoberta imediata.

Segundo Raganhan, grandes eventos globais tendem a acelerar esse tipo de comportamento. “O mundial de futebol funciona como um catalisador. O turista não chega mais ao destino para decidir o que fazer. Ele desembarca com tudo definido, influenciado por vídeos curtos, avaliações e até recomendações de inteligência artificial antes mesmo da viagem começar”, explica.

Cidades-sede como Vancouver e Toronto exemplificam bem esse novo cenário. Para brasileiros que pretendem acompanhar jogos no Canadá, o roteiro não começa mais em blogs ou guias turísticos, mas em conteúdos rápidos, como vídeos de poucos segundos mostrando cafeterias, paisagens ou experiências locais. Comentários simples, como “vale muito a pena”, e sugestões geradas por IA passam a ter peso decisivo na escolha final.

Esse novo comportamento também redefine o papel das empresas no ambiente digital. Se antes o consumidor buscava e comparava opções, agora ele é impactado e influenciado antes mesmo de considerar alternativas. “As marcas precisam entender que a decisão está acontecendo em outros ambientes. Não basta aparecer no Google. É preciso estar presente de forma estratégica nas redes sociais, nas plataformas de avaliação, nos mapas e também nos sistemas de inteligência artificial”, destaca Raganhan.

Ferramentas como Claude, Perplexity e Google Gemini começam a atuar como verdadeiros curadores de experiências, recomendando destinos e serviços com base na reputação online, consistência digital, volume de conteúdo disponível e avaliações reais. Nesse contexto, a construção de presença digital se torna ainda mais estratégica. “A inteligência artificial não cria a imagem de uma marca, ela interpreta o que já existe. Se a empresa não tiver presença estruturada e bem posicionada, ela simplesmente não será recomendada”, afirma.

Para o especialista, o momento exige uma mudança de mentalidade por parte das empresas, especialmente aquelas ligadas ao turismo e hospitalidade. Mais do que marcar presença nas redes sociais, é necessário investir em estratégias consistentes, como SEO, sites bem estruturados, gestão ativa no Google Business Profile e produção de conteúdo relevante que vá além da estética e gere valor real para o usuário.

“O marketing digital deixou de ser apenas sobre visibilidade. Hoje, ele é sobre influência e, principalmente, sobre ser encontrado sem ser buscado”, resume Raganhan.

Diante desse cenário, a pergunta que fica para as marcas é direta: elas estão presentes no momento em que o consumidor toma sua decisão? Porque, ao que tudo indica, essa decisão acontece antes mesmo da busca começar.

A Sirène Media & Strategy atua na construção de presença digital estratégica para empresas que desejam ser descobertas, lembradas e recomendadas, seja no Google, nas redes sociais ou nos novos mecanismos de inteligência artificial.

Mais informações: www.sirenemedia.com/pt

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