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Casos de brasileiros flagrados na fronteira dos EUA crescem 31% em fevereiro

No acumulado do ano, porém, queda é de 28%

Em fevereiro, as autoridades americanas registraram 1.922 encontros com brasileiros tentando entrar ilegalmente nos EUA – alta de 31,5% sobre janeiro e de 17,7% na comparação com fevereiro do ano passado. Os números são de um levantamento do escritório de advocacia AG Immigration, realizado com base em informações do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês).

Encontro é um termo que se refere a dois tipos distintos de evento: a detenção, que acontece quando os imigrantes são levados sob custódia para aguardar julgamento; e a expulsão, quando eles são imediatamente devolvidos para seu país de origem ou último país de trânsito.

Apesar da alta em fevereiro, houve uma queda de 28,2% nos casos de flagrantes com brasileiros no acumulado dos dois primeiros meses do ano frente a igual período de 2022. Além disso, o patamar dos últimos meses – abaixo dos dois mil encontros – é significativamente menor do que o pico registrado no segundo semestre de 2021, quando chegou à casa dos dez mil.

“As últimas medidas do governo Biden reduziram consideravelmente a quantidade de imigrantes ilegais na fronteira americana, e não foi diferente com os brasileiros. Contudo, ao mesmo tempo que a administração combate a entrada ilegal, também tem buscando maneiras de atrair trabalhadores estrangeiros por vias regulares”, comenta o advogado de imigração Felipe Alexandre, sócio-fundador da AG Immigration.

No começo do ano, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou uma série de ações para combater o crescimento da quantidade de imigrantes na fronteira, que ao longo de 2022 registrou sucessivos recordes. Entre as medidas, está a criação de um programa imigratório específico para venezuelanos, nicaraguenses, haitianos e cubanos – algumas das nacionalidades que mais tentam entrar no país.

Além disso, o governo dificultou os pedidos de asilo, permitindo que os oficiais rejeitem imigrantes que não comprovem terem solicitado alívio humanitário nos outros países pelos quais passaram antes de chegar à fronteira americana. Na prática, a medida inviabiliza o instituto do asilo para grande parte das pessoas.

“Conforme as eleições presidenciais de 2024 se aproximam, mais o governo Biden aperta o cerco contra a imigração ilegal, visto que o tema é apontado nas pesquisas como um de seus pontos mais fracos”, comenta Alexandre.

Números gerais

Considerando todos os flagrantes de fevereiro, independentemente de nacionalidade, os EUA tiveram 212.266 encontros com imigrantes na fronteira – leve aumento de 1,8% sobre janeiro.

“As novas funções do aplicativo CBP One deram aos imigrantes a habilidade de agendar de maneira segura e fácil sua ida a um porto de entrada e solicitar uma exceção humanitária à ordem de saúde pública Título 42. O aplicativo acaba com os contrabandistas e atravessadores e reduz a exploração dos imigrantes”, afirmou em nota Troy Miller, comissário em exercício do CBP.

O Título 42 é uma medida sanitária adotada durante a pandemia pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), autorizando o governo a tomar ações emergenciais para interromper ou evitar a introdução de doenças no país. Na política imigratória, é usado para justificar a expulsão de imigrantes que pedem asilo na fronteira, sob alegação de que eles poderiam disseminar a Covid-19 em solo americano.

A Casa Branca já anunciou que o Título 42 perderá sua validade em 11 de maio, mas a decisão poderá ser judicializada pela oposição, que é a favor de manter a medida em vigor, uma vez que ela reduz a quantidade de imigrantes ilegais no país.

Países das nacionalidades mais flagradas na fronteira dos EUA em fevereiro de 2023

México: 65.890
Guatemala: 14.289
Haiti: 14.141
Venezuela: 13.775
Colômbia: 13.319
Honduras: 10.954
Equador: 7.123
Ucrânia: 7.109
Cuba: 6.548
Índia: 6.247

Sobre a AG Immigration

A AG Immigration é um dos principais escritórios de advocacia migratória dos Estados Unidos, já tendo auxiliado cidadãos de 32 países a obter o green card americano. É fundada pelo empresário Rodrigo Costa e pelo advogado Felipe Alexandre, que figura há seis anos na lista dos 10 melhores advogados de imigração do American Institute of Legal Counsel. Alexandre também foi considerado, em 2022, pela segunda vez, como um dos 10 principais advogados de imigração pela revista “Attorney & Practice Magazine”, além de ser reconhecido pela Super Lawyers, plataforma da Thomson Reuters, como referência no campo das leis imigratórias dos EUA. A empresa tem sede em Washington D.C. e escritórios em Miami, Orlando, Las Vegas, Los Angeles e Nova York.

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