Novo white paper pede que operadores de transporte trabalhem juntos para melhorar os pontos onde as viagens se interrompem
GENEBRA (Suíça) – 12 de março de 2026 – As viagens intermodais funcionam melhor quando aeroportos, companhias aéreas, operadores ferroviários, operadores marítimos, cidades e autoridades de transporte trabalham juntos para corrigir os pontos onde a jornada se interrompe. Um novo white paper da SITA, Navigating the Seams of Seamless Travel (Navegando pelas Complexidades das Viagens Sem Interrupções, em tradução livre), defende que a colaboração baseada em dados compartilhados e ações coordenadas é a forma mais prática de reduzir o estresse dos passageiros, diminuir ineficiências e proteger receitas.
As redes de transporte estão se expandindo entre os modais aéreo, ferroviário, marítimo e urbano. Ainda assim, a jornada costuma falhar nos pontos de transferência, onde os passageiros passam de um meio de transporte para outro. Informações se perdem entre operadores, responsabilidades ficam pouco claras e os passageiros acabam lidando sozinhos com conexões perdidas e regras conflitantes. Essas lacunas criam pontos cegos operacionais em todo o sistema de viagens e reduzem silenciosamente a receita dos operadores.
De transferências fragmentadas à ação coordenada
Pontos de transferência fragmentados aumentam o risco, uma vez que a demanda por viagens intermodais crescerá nas próximas décadas. Sistemas desconectados geram efeitos em cascata quando ocorrem atrasos. A troca limitada de dados entre organizações impede ações coordenadas nos momentos mais críticos.
O relatório apresenta uma conclusão clara: o progresso não depende de novas infraestruturas ou de outra plataforma isolada, mas de conectar o que já existe. Quando operadores compartilham visibilidade sobre o fluxo de passageiros, alinham respostas a interrupções e oferecem uma única visão confiável e em tempo real da jornada, os passageiros viajam com mais confiança e os operadores tomam decisões melhores.
“Hoje, a jornada se rompe nas transferências, e é aí que o valor se perde tanto para passageiros quanto para operadores”, afirmou Benoit Verbaere, diretor de Mercados Adjacentes da SITA.
“Os passageiros acabam atuando como seus próprios coordenadores, juntando bilhetes, horários e regras apenas para chegar ao destino. Quando os operadores trabalham juntos para oferecer uma visão única e confiável da jornada em tempo real, o estresse diminui e a confiança, a fidelidade e o valor retornam ao sistema.”
Transformando interrupções em opções de escolha
Um dos temas centrais do relatório é mudar a forma como as interrupções são tratadas. Quando uma conexão está em risco, os passageiros não deveriam ficar tentando adivinhar o que fazer. Operadores coordenados podem oferecer alternativas claras em tempo real: continuar a viagem original, aceitar uma remarcação automática ou mudar de modal, com responsabilidades definidas previamente. Assim, a interrupção se transforma em uma escolha gerenciada, e não em incerteza.
“Os passageiros lembram de como as interrupções são tratadas. Quando se sentem informados e apoiados, eles voltam. A colaboração intermodal não é sobre criar outra plataforma, mas sobre estabelecer confiança, governança e formas compartilhadas de trabalhar para que os operadores possam agir juntos quando realmente importa”, acrescentou Verbaere.
O relatório apresenta um modelo prático que coloca o passageiro no centro das decisões. As soluções precisam oferecer informações claras e confiáveis para diferentes perfis de usuários e níveis de familiaridade digital, além de se conectar aos sistemas existentes por meio de design modular e interoperável. Esse progresso deve começar com projetos-piloto focados, que comprovem valor antes da expansão.
TravelWise mostra o que é possível
A iniciativa TravelWise, em Atenas, demonstra essa abordagem na prática. No passado, aeroporto, companhia aérea, autoridade portuária e operador ferroviário gerenciaram interrupções por telefone e processos manuais. Hoje, uma plataforma de colaboração de dados intermodais reúne informações de voos, trens, navios, clima e eventos locais em uma única visão operacional compartilhada. Por meio de dashboards e APIs, os parceiros respondem mais rapidamente e oferecem opções mais claras aos passageiros quando conexões estão em risco.
Um caminho prático para avançar
Em vez de grandes programas de transformação, o white paper propõe uma abordagem em etapas, focada em corredores de alto tráfego e redes de transporte para grandes eventos. O documento convida os atores da indústria a identificar um ponto crítico da jornada, reunir os parceiros certos e usar o compartilhamento de dados com governança para transformar a fragmentação em viagens coordenadas que gerem valor. Essa abordagem constrói confiança e gera melhorias mensuráveis no gerenciamento de interrupções, no desempenho operacional e na confiança dos passageiros.
Sobre a SITA
A SITA é o motor tecnológico da indústria de transporte aéreo, tornando as viagens mais seguras, simples e sustentáveis para todos. Desde os primeiros dias da aviação comercial até as atuais fronteiras digitais, a SITA conecta o setor e ajuda a indústria a evoluir a cada novo avanço.
Com cerca de 2.500 clientes, a tecnologia da SITA atende mais de 1.000 aeroportos e mais de 19.600 aeronaves em todo o mundo. A empresa também auxilia mais de 70 governos a equilibrar segurança de fronteiras com viagens mais fluidas. Nos bastidores, a SITA intermedeia entre 45% e 50% da troca de dados do setor, permitindo que uma rede global altamente complexa funcione de forma eficiente e confiável.
A SITA está se transformando rapidamente. De soluções avançadas de autoatendimento e controle operacional a design aeroportuário e fronteiras digitais, a empresa está moldando a próxima geração de viagens por meio de aquisições estratégicas como Materna IPS, ASISTIM e CCM. Também está expandindo além da aviação com iniciativas como SmartSea, levando suas tecnologias para cruzeiros, ferrovias e mobilidade aérea urbana.






