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Cresce o “Climate-Smart Tourism”: conheça os destinos globais que se reinventam frente à crise climática

Em meio às mudanças climáticas, Civitatis reúne destinos que já estão se adaptando, reconfigurando infraestrutura e experiências para reduzir impactos ambientais e sociais

Para brecar branqueamento da Grande Barreira de Corais, a Austrália lançou o plano Reef 2050, que mobiliza cientistas, comunidades costeiras e operadores turísticos no monitoramento dos recifes

São Paulo, 30 de janeiro de 2026 – A pressão da crise climática está forçando o turismo global a acelerar sua transição e adaptação. Segundo o AR6, último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, eventos climáticos extremos mais frequentes, a elevação do nível do mar e a perda acelerada de biodiversidade já impactam destinos em todos os continentes, exigindo novas formas de viajar e de gerir territórios turísticos.

A Civitatis, plataforma global de reservas de experiências turísticas, observa esse movimento também no comportamento dos viajantes: cada vez mais pessoas buscam atividades alinhadas à preservação ambiental, devidamente reguladas e conectadas à conservação, geração de renda local e valorização cultural.

“Destinos no mundo todo adotam práticas sustentáveis e criam experiências que conectam o viajante à conservação ambiental. Na Civitatis, percebemos um interesse crescente por passeios que valorizam a sustentabilidade, do ecoturismo em áreas protegidas a tours que apoiam comunidades locais”, afirma Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis no Brasil. “Essa demanda nos motiva a ampliar nossas opções de atividades responsáveis e ajudar o turista a fazer escolhas mais conscientes.”

Exemplos desse movimento incluem passeios comunitários guiados por moradores, como a excursão a San Basilio de Palenque, em Cartagena das Índias, na Colômbia, um dos primeiros povoados de escravos libertos das Américas, hoje referência em turismo cultural afrodescendente.

Tartarugas gigantes em El Chato, em Galápagos

Já entre as experiências de preservação ambiental, destacam-se atividades como a visita à reserva de tartarugas gigantes El Chato, nas Ilhas Galápagos, e o tour pelo glaciar Portage combinado com o Centro de Conservação da Vida Selvagem do Alasca, que abriga espécies resgatadas como ursos, lobos-árticos e águias-reais.

Como destinos estão se adaptando à crise climática

Em uma perspectiva global, diferentes regiões e países (de governos a comunidades locais) aceleram medidas para enfrentar o aumento do nível do mar, a irregularidade das chuvas, as secas intensas e a perda de ecossistemas. Discussões recentes da ONU Turismo na COP30, em Belém do Pará, mostram que soluções que combinam ciência, infraestrutura e participação social já fazem parte da rotina de adaptação: de barreiras móveis contra enchentes e energia renovável à restauração de recifes, manejo da fauna, limites de visitantes e modelos de turismo comunitário.

Essa transformação indica o crescimento de um novo padrão de viagem, no qual o turista passa a participar diretamente da preservação e vivencia destinos que se reinventam para garantir seu próprio futuro.

A seguir, a Civitatis reúne cinco destinos em diferentes continentes que mostram como o turismo está se adaptando à crise climática, sempre com iniciativas que inspiram um novo olhar dos viajantes

1. Maldivas

As Maldivas tornaram-se símbolo da vulnerabilidade climática e investem em soluções como estruturas elevadas, ilhas artificiais e projetos de restauração de corais.

Experiências como passeios de snorkel em recifes permitem ao viajante observar áreas em regeneração e entender o impacto da conservação marinha. A combinação de turismo, ciência e energia renovável mostra como o arquipélago vem se adaptando ao aumento do nível do mar.

2. Costa Rica

A Costa Rica segue como referência mundial em sustentabilidade, com eletricidade majoritariamente limpa e metas ambiciosas de descarbonização até 2050. Para enfrentar secas e chuvas irregulares, o país reforça corredores biológicos que conectam áreas protegidas e mantém programas contínuos de monitoramento de espécies em seus parques nacionais.

O ecoturismo, profundamente integrado às comunidades locais, é parte central dessa estratégia, como no tour guiado na reserva do Parque Nacional Corcovado, mostram na prática como conservação e turismo podem avançar juntos.

3. Veneza, Itália

Veneza convive há décadas com o avanço do nível do mar e tornou-se um dos maiores exemplos globais de adaptação climática. O sistema MOSE, composto por barreiras móveis, protege a cidade das marés mais altas e já evitou dezenas de enchentes significativas desde 2020. A medida vem acompanhada de políticas que buscam equilibrar o impacto do turismo, como a restrição implementada em 2021 da passagem de grandes navios pelo centro histórico, redirecionando-os para o porto de Marghera.

Passeios pelas ilhas da lagoa, como Murano e Burano, permitem ver de perto adaptações urbanas, de calçadas elevadas a energia solar em edifícios históricos.

4. Quênia

No Masai Mara, a mudança climática tem alterado ciclos de chuva e intensificado períodos de seca, afetando pastagens, rotas migratórias e o comportamento da fauna. Para enfrentar esses desafios, a região adotou o Masai Mara Conservancies Model, um sistema no qual comunidades masai, proprietários de terra e operadores de turismo trabalham em conjunto para preservar corredores ecológicos, regular a ocupação turística e reinvestir parte da renda em conservação e projetos sociais.

Nesse contexto, experiências como o safári de 3 dias pelo Masai Mara permitem ao viajante observar de perto essa integração entre conservação e turismo, além de possibilitar interações culturais com povoados Masai.

5. Austrália

Um dos principais impactados pelo aquecimento dos oceanos é a Grande Barreira de Corais: o estresse térmico faz com que os corais expulsem as algas que lhes dão coloração e nutrição, levando ao branqueamento dos corais e consequente morte por inanição. Para responder à emergência, a Austrália implementou o plano Reef 2050, que mobiliza cientistas, comunidades costeiras e operadores turísticos no monitoramento dos recifes, no apoio a viveiros de corais e na expansão de práticas de visitação de baixo impacto.
Nesse contexto, experiências como a excursão à Grande Barreira de Coral e plataforma Reef Magic permitem ao viajante observar de perto esse ecossistema frágil enquanto aprendem sobre conservação marinha. A atividade inclui snorkeling em áreas monitoradas, contato com espécies nativas e orientações ambientais (como uso de protetor solar ecológico) reforçando o papel do turismo na restauração e proteção dos recifes.
Sobre a Civitatis
A Civitatis é a plataforma líder na venda de visitas guiadas, excursões e atividades em português e espanhol ao redor do mundo. Com um catálogo de experiências cuidadosamente selecionadas em mais de 4.200 destinos, a plataforma conecta, todos os meses, mais de 1,2 milhão de viajantes às melhores atividades locais.
Seu modelo se baseia em três pilares: simplicidadequalidade e excelência no atendimento. Por meio de uma equipe especializada que prioriza autenticidade e confiabilidade, a Civitatis garante uma oferta curada que já soma mais de cinco milhões de avaliações verificadas, com nota média de 9,1/10. Combinando tecnologia própria e curadoria humana especializada, a Civitatis se consolidou como a referência do setor na América Latina e Espanha, cumprindo sua missão de “completar a viagem” de milhões de pessoas ao redor do planeta.

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