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quinta-feira, março 12, 2026
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Compra e venda de aeronaves: o que avaliar antes de entrar na aviação executiva

Conheça alguns pilares para uma decisão segura e estratégica, levando em conta a real necessidade de mobilidade

São Paulo, março de 2026 – A entrada na aviação executiva costuma estar associada à autonomia e conforto, mas, na prática, a decisão de adquirir uma aeronave está cada vez mais ligada à estratégia empresarial. Para empresários e investidores, o avião é uma ferramenta de produtividade, expansão de negócios e otimização de tempo. Para João Mellão, CEO da Amaro Aviation, a compra, e também a venda de uma aeronave, exige análise criteriosa, planejamento financeiro e suporte técnico especializado.

“A escolha do modelo precisa estar alinhada à missão do proprietário. Mais do que escolher uma aeronave, é preciso entender como vai operar no dia a dia do negócio. Quando essa definição não é feita com clareza, o risco de uma escolha inadequada aumenta significativamente”, afirma o executivo.

Entre os principais pontos de atenção para quem está ingressando no setor, Mellão destaca cinco pilares:

1 – Definição clara da missão ou da necessidade

O primeiro passo é entender a real necessidade de deslocamento. Avaliar se a aeronave será utilizada majoritariamente entre capitais, se haverá voos intercontinentais, se os destinos incluem pistas curtas ou não pavimentadas e qual é o número médio de passageiros são fatores determinantes. A missão operacional define alcance, performance, autonomia e configuração da aeronave. Comprar uma aeronave sem alinhar a escolha à missão é um dos erros mais comuns de quem está ingressando no setor.

2 – Orçamento e capacidade de sustentação

O investimento não se limita ao valor de aquisição. É fundamental considerar custos de manutenção, operação, tripulação, seguro, hangaragem e gestão. Em muitos casos, o orçamento determinará se a aeronave poderá realizar rotas diretas ou se será mais estratégico optar por uma configuração com parada técnica. Sustentar a operação é tão importante quanto realizar a compra — a aeronave deve ser um ativo estratégico, e não um fator de pressão financeira.

3 – Aeronave nova ou usada: cada escolha exige estratégia

A aquisição de uma aeronave nova tende a ser mais linear quando o orçamento permite. Já no mercado de seminovos, a análise exige maior rigor técnico. Histórico de manutenção, inspeção pré-compra, configuração, liquidez futura e posicionamento de mercado precisam ser avaliados com critério. Nesse cenário, o suporte de um consultor especializado deixa de ser opcional e se torna estratégico para conduzir o processo com segurança e transparência

4 – Segurança jurídica e importação

A importação de uma aeronave envolve etapas técnicas, fiscais e regulatórias que precisam ser conduzidas por especialistas. Falhas no processo podem gerar multas, entraves documentais e atrasos operacionais. Contar com um ponto focal responsável pela estruturação da compra protege o investidor e garante que a aeronave seja incorporada corretamente ao país e à operação.

5 – Exclusividade na compra e na venda

Trabalhar com exclusividade é uma estratégia inteligente tanto na aquisição quanto na venda de uma aeronave. Quando múltiplos brokers atuam simultaneamente, há maior risco de desalinhamento de informações, pressão por fechamento rápido e até desvalorização do ativo por exposição excessiva no mercado. A exclusividade centraliza a negociação, preserva o posicionamento e protege o valor do bem. Para Mellão, é importante reforçar que a aeronave deve ser encarada como ferramenta de crescimento.

“A aviação executiva não é sobre capricho, é sobre eficiência. Com planejamento, assessoria especializada e clareza estratégica, a compra e venda de aeronaves pode se tornar uma decisão segura, eficiente e alinhada aos objetivos do proprietário”, conclui o executivo.

Sobre a Amaro Aviation

Fundada em 2021 por Marcos Amaro e João Mellão, a Amaro Aviation é uma empresa privada de aviação executiva sediada em São Paulo (SP). Oferece serviços de fretamento/táxi-aéreo, pacote de horas, compartilhamento, gerenciamento e compra e venda de aeronaves. Em 2024, ampliou sua atuação com a entrada no segmento de asas rotativas, passando a operar o Bell 429. Mais informações: www.amaroaviation.com

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