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sexta-feira, março 6, 2026
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Airbus apresenta os resultados de 2025

  • 793 aeronaves comerciais entregues
  • Receita de 73,4 bilhões de euros; EBIT ajustado de 7,128 bilhões de euros
  • EBIT (reportado) de € 6,082 bilhões; lucro por ação (reportado) de € 6,61
  • Fluxo de caixa livre antes do financiamento a clientes de 4,574 bilhões de euros
  • Metas de 2025 alcançadas
  • Proposta de dividendo: 3,20 euros por ação
  • Divulgadas as previsões para 2026

Amsterdam, 19 de fevereiro de 2026 — A Airbus SE (símbolo na bolsa: AIR) divulgou seus resultados financeiros consolidados do ano completo de 2025 e apresentou suas previsões para 2026.
“2025 foi um ano emblemático, marcado por uma forte demanda por nossos produtos e serviços em todas as áreas de negócio, desempenho financeiro recorde e marcos estratégicos. Navegamos com sucesso em um ambiente operacional complexo e dinâmico para cumprir nossas previsões atualizadas”, afirmou Guillaume Faury, CEO da Airbus. “A demanda global por aeronaves comerciais sustenta nosso atual aumento de produção, que estamos gerenciando enquanto enfrentamos importantes restrições relacionadas aos motores da Pratt & Whitney. Os portfólios competitivos de Defence and Space e de Helicopters nos permitem aproveitar o impulso no setor de defesa. Também avançamos na criação de um novo player industrial espacial global junto aos nossos parceiros. Esses resultados de 2025 e a confiança no nosso desempenho futuro sustentam a proposta de um pagamento de dividendos maior.”
Os pedidos brutos de aeronaves comerciais totalizaram 1.000 (2024: 878), com pedidos líquidos de 889 aeronaves após cancelamentos (2024: 826). O backlog de pedidos atingiu um recorde de 8.754 aeronaves comerciais ao final de 2025. A Airbus Helicopters registrou pedidos líquidos de 536 unidades (2024: 450), com índice book-to-bill acima de 1, em unidades e em valor, refletindo forte demanda, especialmente nos mercados militares. A entrada de pedidos em valor na Airbus Defence and Space aumentou e alcançou o recorde de 17,7 bilhões de euros (16,7 bilhões de euros em 2024), equivalente a um book-to-bill de aproximadamente 1,3.
A receita consolidada cresceu 6% em relação ao ano anterior, totalizando 73,4 bilhões de euros (2024: 69,2 bilhões de euros). Foram entregues 793 aeronaves comerciais (2024: 766), incluindo 93 A220, 607 da Família A320, 36 A330 e 57 A350. A receita das atividades de aviões comerciais aumentou 4%, para 52,6 bilhões de euros, refletindo principalmente o maior volume de entregas e o crescimento em serviços, parcialmente compensados pela desvalorização do dólar americano.
A receita da Airbus Helicopters cresceu 13%, alcançando 9,0 bilhões de euros, refletindo o bom desempenho dos programas e a expansão dos serviços. As entregas de helicópteros aumentaram para 392 unidades (2024: 361). Já a receita da Airbus Defence and Space aumentou 11% em relação ao ano anterior, totalizando 13,4 bilhões de euros, impulsionada por maiores volumes em todas as unidades de negócio.
O EBIT Ajustado consolidado – uma medida alternativa de desempenho e indicador-chave que reflete a margem operacional ao excluir encargos ou ganhos relevantes decorrentes de variações nas provisões relacionadas a programas, reestruturações ou impactos cambiais, bem como ganhos ou perdas resultantes da alienação e aquisição de empresas — totalizou 7,128 bilhões de euros (2024: 5,354 bilhões de euros). O valor de 2024 incluía encargos de 1,3 bilhão de euros após uma revisão técnica abrangente dos programas espaciais.
Já o EBIT Ajustado das atividades de aviões comerciais da Airbus aumentou para 5,470 bilhões de euros (2024: 5,093 bilhões de euros), impulsionado pelo maior volume de entregas, por um perfil de hedge mais favorável e por menores despesas com Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), parcialmente compensados pelo impacto das tarifas.
O aumento da produção do programa A220 continua e segue marcado pela integração dos pacotes de trabalho da Spirit AeroSystems e pelo equilíbrio entre oferta e demanda. A companhia agora tem como meta atingir uma taxa de 13 aeronaves por mês para o programa A220 em 2028. No programa da Família A320, o não cumprimento por parte da Pratt & Whitney do compromisso quanto ao número de motores encomendados pela Airbus está afetando negativamente as previsões para este ano e a trajetória de aumento de produção. Como resultado, a companhia agora espera atingir uma taxa de 70 a 75 aeronaves por mês até o final de 2027, estabilizando-se na taxa 75 a partir de então.
A companhia continua com a meta de alcançar a taxa 5 para o programa A330 em 2029 e a taxa 12 para o programa A350 em 2028.

O EBIT Ajustado da Airbus Helicopters aumentou para 925 milhões de euros (2024: 818 milhões de euros), refletindo o maior volume de entregas e o crescimento em serviços. Enquanto o EBIT Ajustado da Airbus Defence and Space aumentou para 798 milhões de euros (2024: -566 milhões de euros), refletindo maiores volumes e melhora na rentabilidade, à medida que a divisão passa a colher os resultados do seu plano de transformação.
No programa A400M, foi assinada uma emenda contratual com a OCCAR no último trimestre de 2025 para antecipar sete entregas destinadas à França e à Espanha, além de ampliar a visibilidade sobre a produção do programa. Os riscos relacionados à qualificação das capacidades técnicas e aos custos associados permanecem estáveis.

 

As despesas consolidadas com P&D autofinanciadas totalizaram 3,153 bilhões de euros (2024: 3,250 bilhões de euros).

O EBIT (reportado) consolidado foi de 6,082 bilhões de euros (2024: 5,304 bilhões de euros), incluindo ajustes líquidos de -1,046 bilhão de euros. O lucro líquido consolidado foi de 5,221 bilhões de euros(2024: 4,232 bilhões de euros), com lucro por ação reportado de 6,61 euros (2024: 5,36 euros).

Esses ajustes consistiram em:

  • -624 milhões de euros relacionados a variações no capital de giro em dólares e à reavaliação do balanço, dos quais -47 milhões de euros referem-se ao último trimestre. Isso reflete principalmente o impacto do descompasso temporal entre a data da transação e a data de entrega;
  • -188 milhões de euros relacionados à aquisição e integração de determinados pacotes de trabalho da Spirit AeroSystems, dos quais -100 milhões de euros referem-se ao quarto trimestre;
  • -105 milhões de euros relacionados ao plano de adequação da força de trabalho da Airbus Defence and Space, registrados no primeiro trimestre;
  • -73 milhões de euros relacionados ao programa A400M, registrados no quarto trimestre;
  • -56 milhões de euros referentes a outros custos, incluindo compliance e fusões e aquisições (M&A), dos quais -45 milhões de euros referem-se ao quarto trimestre.

O resultado financeiro totalizou 268 milhões de euros (2024: 121 milhões de euros), refletindo principalmente a reavaliação de determinados investimentos em participações societárias e de instrumentos financeiros, parcialmente compensada pela variação do dólar americano. O lucro líquido consolidado(1) foi de 5,221 bilhões de euros (2024: 4,232 bilhões de euros), com lucro por ação reportado de 6,61 euros (2024: 5,36 euros).
O fluxo de caixa livre consolidado antes do financiamento a clientes foi de 4,574 bilhões de euros (2024: 4,463 bilhões de euros), refletindo o forte desempenho em todas as áreas de negócio. O fluxo de caixa livre consolidado totalizou 4,753 bilhões de euros (2024: 4,461 bilhões de euros). A posição bruta de caixa era de 27,2 bilhões de euros ao final de 2025 (final de 2024: 26,9 bilhões de euros), com posição líquida de caixa consolidada de 12,2 bilhões de euros (final de 2024: 11,8 bilhões de euros).
O Conselho de Administração proporá o pagamento de dividendo referente ao exercício de 2025 no valor de 3,20 euros por ação na Assembleia Geral Anual, prevista para 14 de abril de 2026. A data proposta para pagamento é 23 de abril de 2026.
Perspectivas

Com base nas projeções de 2026, a Airbus considera que não haverá novas disrupções relevantes no comércio global ou na economia mundial, no tráfego aéreo, na cadeia de suprimentos, em suas operações internas ou em sua capacidade de entregar produtos e serviços.
As projeções para 2026 não consideram impactos de fusões e aquisições (M&A) e incluem os efeitos das tarifas atualmente em vigor.

Com base nessas premissas, a companhia projeta para 2026:

  • Cerca de 870 entregas de aeronaves comerciais;
  • EBIT Ajustado em torno de 7,5 bilhões de euros;
  • Fluxo de caixa livre antes do financiamento a clientes em torno de 4,5 bilhões de euros.

Variados

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