A temporada de cruzeiros 2026/2027 começa em 30 de outubro e segue até 9 de abril de 2027. Ao longo do período, são esperadas na Baixada Santista cerca de 832 mil pessoas entre passageiros de embarque, desembarque e trânsito, além dos tripulantes. De acordo com a Clia Brasil, entidade que representa o setor de cruzeiros marítimos, estão previstas cerca de 161 escalas e 10 navios.
A movimentação representa uma oportunidade para impulsionar a economia regional, ampliar o fluxo de visitantes e estimular o consumo em bares, restaurantes, cafeterias e outros estabelecimentos. Atenta a esse cenário, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a Abrasel Baixada Santista avalia positivamente as perspectivas para o setor de alimentação fora do lar.
A entidade considera que a combinação entre o fluxo de passageiros, a presença de tripulantes e o aumento do turismo durante o verão pode favorecer os negócios da região.
“A expectativa do nosso setor é bastante positiva. A temporada de cruzeiros representa uma oportunidade importante para a economia da Baixada Santista, especialmente para Santos, que é a principal porta de entrada desses turistas. Além dos passageiros, há a movimentação de tripulantes, familiares e pessoas que vêm à cidade para embarcar ou desembarcar. Quando esse fluxo se soma ao verão, às férias e às festas de fim de ano, criamos um cenário favorável para a gastronomia e para os negócios da região”, avalia Luan Paiva, diretor da Abrasel SP Baixada Santista.
Planejamento é essencial para aproveitar a alta temporada
“O planejamento operacional é fundamental para que os estabelecimentos consigam atender aos visitantes com qualidade e agilidade, aproveitando as oportunidades de consumo sem comprometer a experiência dos clientes. O impacto dos cruzeiros sobre a gastronomia depende também do tempo de permanência dos visitantes na cidade. Passageiros que chegam antes do embarque ou permanecem em Santos após o desembarque têm mais oportunidades de frequentar restaurantes, bares, cafeterias e outros estabelecimentos”, destaca Guilherme Karaoglan, diretor da Abrasel SP Baixada Santista.
Desafio é transformar passageiros em consumidores
Para a Abrasel, mais do que receber muitos turistas, a região precisa criar condições para que eles conheçam os atrativos locais e consumam nos negócios da cidade. Nesse sentido, a integração entre bares e restaurantes, operadoras de turismo, hotéis, terminal de passageiros, entidades do setor e poder público pode contribuir para ampliar as oportunidades.
A divulgação de roteiros gastronômicos, a oferta de informações acessíveis sobre os estabelecimentos e a criação de experiências que possam ser realizadas antes do embarque ou após o desembarque são algumas das iniciativas que podem estimular o consumo e ampliar o tempo de permanência dos visitantes na região.
“O nosso principal desafio é transformar essa grande circulação de turistas em consumo efetivo na região. Os passageiros que embarcam, desembarcam ou estão apenas de passagem têm comportamentos diferentes. Precisamos trabalhar para que Santos não seja apenas o ponto de partida de uma viagem, mas também faça parte da experiência turística, com oportunidades para o visitante conhecer nossa gastronomia e aproveitar o que a cidade oferece”, ressalta Luan Paiva.
O fortalecimento dessa conexão entre turismo marítimo e gastronomia pode beneficiar diferentes segmentos da economia regional. Para isso, a Abrasel destaca a importância de valorizar a diversidade gastronômica da Baixada Santista e incentivar os visitantes a explorar os estabelecimentos locais.
“A temporada de cruzeiros tem potencial para movimentar diferentes setores da economia regional. Quanto mais integrada estiver a oferta turística, maiores serão as oportunidades para que os visitantes conheçam a gastronomia local e contribuam para o desenvolvimento dos negócios da região”, finaliza Guilherme Karaoglan.




