O Salvador Bahia Airport, que integra a rede VINCI Airports, inaugurou nesta quinta-feira (8) a primeira sala multissensorial do Aeroporto de Salvador e lançou o LUMI, programa que reúne iniciativas de acolhimento e acessibilidade para passageiros com diferentes necessidades. O novo espaço foi criado para oferecer um ambiente com estímulos controlados, previsibilidade e recursos que auxiliem na regulação sensorial e emocional de passageiros que apresentam condições que podem não ser perceptíveis, como autismo, TDAH e ansiedade, entre outras.

A sala multissensorial foi projetada para oferecer estímulos ambientais programados e controlados, com recursos que podem contribuir para a redução do estresse, a prevenção de crises e a reorganização sensorial de pessoas que necessitem desse suporte. A escolha dos equipamentos priorizou estímulos relacionados ao sistema proprioceptivo, associado à percepção do próprio corpo e a atividades de força e compressão, que podem ter efeito organizador e calmante.
Na entrada, por exemplo, uma trilha com o equipamento Bosu, percorrida enquanto o passageiro puxa uma mala, estimula a discriminação proprioceptiva e o tato profundo. O avião com almofadas pesadas oferece estímulos semelhantes. Já o painel tátil permite explorar diferentes texturas, enquanto as cadeiras de avião com massagem combinam a familiaridade do ambiente de voo com estímulos proprioceptivos e vestibulares lentos proporcionados pela plataforma vibratória.
“A concepção da sala foi baseada na regulação emocional e sensorial, com atenção à previsibilidade do que costuma acontecer durante um voo e à oferta de recursos que podem favorecer uma regulação mais calmante. Por isso, foram escolhidos materiais que afundam, tremem, massageiam ou oferecem peso e compressão, estimulando principalmente o sistema proprioceptivo”, explica Adriana Balaguer, terapeuta ocupacional responsável pela consultoria para o projeto da sala.
Além dos recursos sensoriais, o espaço busca oferecer maior previsibilidade à experiência aeroportuária e um local em que o passageiro possa se reorganizar diante de uma sobrecarga de estímulos. A proposta considera não apenas o bem-estar individual, mas também a redução do estresse para acompanhantes e demais pessoas envolvidas na jornada.