Pesquisa aponta que 78% dos viajantes de alto padrão reservam passeios guiados com antecedência; conhecimento, narrativa e conexão ajudam a explicar por que esse profissional ganhou espaço na curadoria da viagem.
Hotel, gastronomia, transporte, experiências exclusivas. Todos esses elementos costumam receber atenção especial no planejamento de uma viagem de luxo. Mas há um profissional com impacto direto sobre a forma como o viajante irá conhecer, compreender e lembrar de um destino: o guia turístico.
Segundo o Relatório de Tendências do Turismo de Luxo na América Latina 2026, da ILTM Latin America e Panrotas, 78% dos viajantes reservam passeios guiados com antecedência e contam com recomendações dos agentes de viagens para garantir um bom serviço.
O dado reforça uma característica importante do turismo de alto padrão: a qualidade da experiência depende não apenas de onde o viajante vai, mas da autenticidade e da imersão cultural oferecida ao viajante.
Para Roberta Perez, sócia-fundadora da Nordic Ways, DMC especializada em viagens de alto padrão para lazer e MICE nos países nórdicos, a escolha do guia deve fazer parte da mesma curadoria dedicada aos demais componentes da viagem.
“Em uma viagem de alto padrão, não adianta termos um excelente hotel, transporte impecável e acesso a uma experiência especial se a pessoa responsável por apresentar o destino não estiver no mesmo nível.
O guia faz parte do produto. Ele precisa conhecer profundamente o lugar, mas também saber ler o grupo, perceber interesses, adaptar a narrativa e entender quando falar e quando deixar o viajante simplesmente observar. Essa sensibilidade tem um impacto enorme na experiência”, afirma Roberta.
Também responsável pela formação de guias na Suécia, com a formação de mais de 30 profissionais nos últimos anos, Roberta afirma que um bom guia deve combinar conhecimento profundo do destino com habilidades de comunicação, hospitalidade e leitura do público.
Além de dominar história, cultura, arquitetura e curiosidades baseadas em fatos, ele precisa saber construir uma narrativa, trabalhar voz e entonação, falar em público com segurança e manter o interesse de diferentes perfis de viajantes. A preparação envolve ainda condução de grupos, etiqueta profissional, atendimento, capacidade de lidar com clientes difíceis e resolver imprevistos com agilidade — competências que fazem parte da formação de guias da Nordic Ways e que, no turismo de luxo, ajudam a transformar conhecimento em uma experiência fluida, personalizada e relevante para o viajante.
Muito além de conhecer o destino
Com informações sobre praticamente qualquer atração disponível em poucos segundos no celular, conhecer fatos e datas já não é suficiente. O diferencial de um bom guia está na capacidade de interpretar o destino: conectar história, cultura e cotidiano, selecionar o que é relevante para aquele público e transformar conhecimento em uma narrativa que dê contexto e significado à experiência.
No turismo de luxo, isso significa também interpretar o viajante. Entender seu repertório, interesses e ritmo; perceber quando aprofundar uma história ou mudar o caminho; antecipar necessidades; lidar com imprevistos sem comprometer a experiência. Em viagens de incentivo e grupos MICE, essa habilidade ganha uma dimensão adicional, já que diferentes perfis, culturas e expectativas precisam conviver dentro de uma mesma programação.
A Nordic Ways considera a preparação dos profissionais que acompanham seus grupos parte essencial da operação. Essa formação ganha relevância também diante de um desafio de renovação profissional percebido pela empresa. “Temos uma geração de guias com enorme conhecimento e experiência, mas novos profissionais não estão chegando na mesma velocidade em que outros deixam a atividade ou se aposentam.
Para um segmento que depende tanto da qualidade das pessoas que recebem e acompanham o viajante, preparar uma nova geração de guias é uma questão cada vez mais importante”, afirma Roberta.
Deise Anne de Oliveira, brasileira que atuou na área de turismo na Suécia, ingressou no setor pela formação de guia oferecida pela Nordic Ways. “Quando fiz o curso não imaginava o quanto iria aprender, não somente sobre a história e a cultura da Suécia, mas também sobre atendimento, hospitalidade e a capacidade de lidar com pessoas e grupos.
O conhecimento que um guia precisa ter fornece um repertório sobre um país, uma sociedade, que são extremamente valiosos em qualquer profissão, tanto que sempre menciono que fui guia quando tenho entrevistas de emprego e isso é um grande diferencial”, afirma Deise.
A experiência como guia também marcou a trajetória de Carolina Franco, atualmente Diretora Executiva em uma empresa de Comunicação, que iniciou sua vida profissional na Suécia na Nordic Ways. “Tive a oportunidade de começar minha trajetória profissional na Suécia pela Nordic Ways, em Estocolmo, que abriu as portas para mim mesmo sendo estrangeira e começando uma vida em outro país”, conta Carolina.
Ela começou como guia e, com o tempo, passou por diferentes funções dentro da empresa até chegar a uma posição de liderança. Para ela, o conhecimento adquirido na formação de guia da Nordic Ways contribuiu para que ela conhecesse mais sobre a cidade e sobre a cultura local, que contribuíram para a adaptação dela no país e também sobre como trabalhar com pessoas.
“Hoje, em uma posição de liderança, reconheço o quanto essa experiência contribuiu para a profissional que me tornei. A troca com pessoas de diferentes culturas, a comunicação, a capacidade de ouvir e de me adaptar são aprendizados que começaram ali e que carrego comigo até hoje. Tenho muito carinho e gratidão pela Nordic Ways, pela Roberta e por uma oportunidade que marcou a minha trajetória”, afirma Carolina.
Para Roberta, é justamente a combinação entre repertório, comunicação, hospitalidade e sensibilidade que coloca o guia dentro da lógica de curadoria de uma experiência de luxo. “Luxo também é ter alguém capaz de revelar aquilo que você dificilmente descobriria sozinho e fazer isso de uma maneira que tenha significado para você. Duas pessoas podem visitar exatamente o mesmo lugar e sair com experiências completamente diferentes. Muitas vezes, quem proporciona essa camada da viagem é o guia”, conclui.
IMAGENS: https://drive.google.com/
Sobre os costumes nórdicos:
Somos uma DMC baseada em Estocolmo, com equipe no Brasil. Trabalhamos com roteiros personalizados pelos países nórdicos (Suécia, Finlândia, Dinamarca e Noruega) e MICE atendendo operadoras e agências de viagens com um serviço multilíngue de alto padrão. Operamos nos quatro países da região, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, a empresa é a principal referência nos países nórdicos.
Atualmente a marca é membro da aliança 1DMC World e Nordic Tourism Collective, no qual integra o comitê executivo. Possui também selos que reconhecem a expertise da agência e seus especialistas nos destinos de atuação: Visit Norway, Swedish Lapland, Kiruna Lapland, Helsinki Partners, Visit Stockholm, entre outros.




