Entenda a importância de ações como inspeções diárias na pista e as atividades envolvendo as aeronaves antes e após o pouso
Em todo o mundo, os aeroportos são locais com regras específicas e diretrizes próprias, visando que as operações ocorram com fluidez e máxima segurança de todos que os utilizam para suas conexões. Esse universo é dividido pelo Lado Terra, que inclui saguão, estacionamento, praça de alimentação e check-in, onde é possível circular livremente sem nenhuma restrição; e o Lado Ar, área restrita que engloba a pista de pouso e decolagem, o pátio de estacionamento e as pistas de táxi, conhecidas como taxiways.
Nestes espaços, inúmeras pessoas trabalham de forma orquestrada como o Agente de Proteção da Aviação Civil, conhecido como APAC, aquela pessoa responsável por operar o equipamento de raio-x, revistas e verificação de itens proibidos e restritos; o despachante operacional da companhia aérea, que repassa as informações à tripulação do voo com dados do balanceamento da aeronave, quantidade de passageiros e bagagens, além de cuidar da documentação operacional do voo; e o controlador da torre de controle, que coordena os pousos e decolagens. Já o fiscal de pátio e o operador APOC (Airport Control Center), são os responsáveis pela movimentação dos aviões; por fim, o operador de pushback é a pessoa encarregada pela manobra de movimentação da aeronave do pátio para os processos de decolagem. Estes são apenas alguns dos exemplos daqueles que se dedicam para que essas “cidades” não parem. Confira abaixo um pouco mais sobre os bastidores dessas operações:
Identificação exclusiva
Além do nome específico, todo aeroporto é identificado por uma sigla de três letras, definida pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), organização fundada no ano de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. É possível observar essa nomenclatura ao pesquisar um aeroporto na internet ou até mesmo naquelas etiquetas que são coladas nas bagagens, entre alguns exemplos estão: GYN, que identifica o Aeroporto de Goiânia; CWB, sigla para o Aeroporto Internacional Afonso Pena (Curitiba); NVT, para o Aeroporto Internacional de Navegantes; e THE, em menção ao Aeroporto de Teresina.
O coração do aeroporto
Em uma sala de controle, um grupo de pessoas trabalha para monitorar e gerenciar tudo que acontece 24 horas por dia. Esse Centro de Operações Aeroportuárias ou APOC (Airport Control Center), nada mais é que o “coração” do aeroporto, onde profissionais são responsáveis pela posição e paradas dos aviões, controle de fluxo de passageiros e movimentação do pátio, por exemplo, além de estarem atentos a tudo que é relacionado à segurança operacional.
Inspeção na pista de pousos e decolagens
Sabia que diariamente é feito uma inspeção na pista para garantir que os pousos e decolagens aconteçam de forma segura? O FOD (Foreign Object Debris) é uma espécie de varredura realizada pelos operadores de forma minuciosa para coletar possíveis peças pequenas ou embalagens que possam ser sugadas pelas turbinas das aeronaves. Em aeroportos como o de São Luís, por exemplo, essa ação é realizada duas vezes ao dia pelos fiscais de pátio.
Balizadores de aeronaves
Os fiscais de pátio, cuja função é exercida por Agentes de Operações e Segurança, fazem um trabalho extremamente importante e essencial para a segurança das operações aeroportuárias. Eles são encarregados pelo balizamento das aeronaves, indicando as movimentações aos pilotos, o gesto cruzado do balizador acima da cabeça indica uma ordem de parada, já o gesto da mão passando na altura do pescoço é realizada para que o motor seja desligado.
Mais do que locais de chegadas e partidas, nos aeroportos existem “exércitos”, muita das vezes invisíveis, que trabalham de forma sincronizada para que tudo ocorra de forma eficaz e segura, com um único propósito: fazer com que a experiência do passageiro seja positiva do início ao fim.




