Projeção da GBTA aponta alta de 13,8%, a maior entre os 15 principais mercados globais; para a Paytrack, avanço amplia a necessidade de planejamento diante da pressão sobre os custos
O Brasil deverá movimentar US$ 35,8 bilhões (cerca de R$ 183,6 bilhões) em viagens corporativas em 2026, mantendo-se como o 10º maior mercado do mundo, segundo o relatório anual da Global Business Travel Association (
O avanço brasileiro ocorre em um mercado que deve movimentar US$ 1,71 trilhão (aproximadamente R$ 8,73 trilhões) em todo o mundo neste ano, com crescimento estimado de 7,2%. A expansão dos gastos, porém, será significativamente superior ao aumento de 1,3% no volume de viagens, indicando que parte relevante desse movimento está relacionada à elevação dos preços. Para as empresas, o cenário reforça a necessidade de ampliar o controle sobre custos, a antecedência das compras e a previsibilidade orçamentária.
O relatório também mostra que os principais mercados já recuperaram os níveis nominais de gastos anteriores à pandemia. Ao fim de 2025, todos os 15 maiores mercados globais, com exceção da China, já haviam retomado os níveis nominais de gastos registrados em 2019. A expectativa é que o mercado chinês alcance esse patamar em 2026.
Para Pedro Góes, CEO da Paytrack, empresa de tecnologia especializada na gestão integrada de viagens, despesas e pagamentos corporativos, os dados apresentados durante a GBTA Convention 2026, em Chicago, nos Estados Unidos, mostram que o principal desafio do setor já não está na retomada das viagens, mas na gestão do crescimento e dos custos.
“As viagens corporativas voltaram a ocupar um espaço relevante na estratégia das empresas, apoiando a expansão dos negócios, o relacionamento com clientes e a integração das equipes. O crescimento projetado para o Brasil mostra a força desse mercado, mas também exige mais atenção à forma como os recursos são planejados e utilizados”, afirma.
Segundo Góes, o descompasso entre o crescimento dos gastos e o volume de deslocamentos marca uma nova etapa para o setor, caracterizada pela pressão sobre os orçamentos e pela necessidade de maior eficiência.
“Os números mostram que os gastos das empresas com viagens corporativas estão crescendo em ritmo superior ao volume de deslocamentos. Esse descompasso indica que as companhias continuam viajando, mas enfrentam um ambiente mais caro, influenciado pela alta dos combustíveis, pelos custos da aviação e pelas incertezas geopolíticas. A resposta precisa passar por mais planejamento, dados e capacidade de antecipação”, explica. Na América Latina, a projeção é de 64 milhões de viagens corporativas em 2026, com crescimento de 1,5% no volume.
O levantamento da GBTA mostra que a demanda global permanece aquecida. Em 2025, 74% dos viajantes corporativos entrevistados em 66 mercados afirmaram ter viajado tanto quanto ou mais do que no ano anterior. O gasto médio por viagem chegou a US$ 875 (cerca de R$ 4.466), enquanto transporte aéreo e hospedagem responderam juntos por 52% das despesas, reforçando o peso desses itens na estrutura de custos das empresas.
A programação da GBTA Convention 2026, que acontece entre os dias 3 e 5 de agosto, em Chicago, também vem destacando o avanço da inteligência artificial, da automação e da análise de dados como caminhos para ampliar a eficiência da gestão de viagens corporativas.
“Em um cenário de custos crescentes, a tecnologia assume um papel ainda mais relevante. Ela permite analisar o comportamento das tarifas, orientar o momento da compra, acompanhar o cumprimento das políticas e transformar informações dispersas em decisões mais rápidas e consistentes”, destaca Góes.
Segundo a GBTA, os investimentos empresariais em tecnologia, relacionamento com clientes, desenvolvimento das cadeias de fornecimento e iniciativas de crescimento estratégico devem continuar sustentando a demanda global por viagens de negócios. A projeção é que os gastos do setor alcancem US$ 2,06 trilhões em 2030.
Sobre a Paytrack
A Paytrack é uma empresa de tecnologia especializada na gestão integrada de viagens, despesas e pagamentos corporativos.
Por meio de uma plataforma all-in-one, a companhia conecta toda a jornada de Travel & Expense em um único ambiente, integrando processos de viagens corporativas, reembolsos, cartões corporativos e controle financeiro.
uso de inteligência artificial, automação e análise preditiva, a Paytrack desenvolveu soluções como Price Tracking e TEO Insights, a fim de apoiar empresas na redução de custos, ampliação da previsibilidade orçamentária, fortalecimento do compliance e tomada de decisão baseada em dados.
Integrada aos principais ERPs e sistemas corporativos do mercado, a plataforma busca transformar a gestão de despesas e viagens em uma frente cada vez mais estratégica para as áreas financeiras de empresas de médio e grande porte.
Em 2024, a Paytrack também fortaleceu sua estratégia de expansão após captar R$ 240 milhões em uma rodada liderada pela Riverwood, gestora de venture capital de São Francisco especializada em software como serviço.




