Brasil emplaca propostas de turismo regenerativo e de segurança a países de língua portuguesa

Iniciativas foram incorporadas ao Plano de Ação 2026-2028 da CPLP e reforçam a liderança brasileira na cooperação entre países

As propostas apresentadas pelo Ministério do Turismo para fortalecer o turismo regenerativo e ampliar a cooperação em segurança pública aplicada ao setor passarão a integrar o Plano de Ação 2026-2028 da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A decisão foi tomada durante a XIII Reunião de Ministros do Turismo da CPLP, realizada em Díli, em Timor-Leste, nos dias 30 e 31 de julho, e reforça o protagonismo do Brasil na construção de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável do segmento entre os países lusófonos.

Além da incorporação das propostas brasileiras, os ministros decidiram revisar o Plano Estratégico de Cooperação em Turismo da CPLP. Entre as diretrizes estabelecidas para essa revisão, destaca-se a necessidade de fortalecer a relação da comunidade com organizações internacionais e regionais, como a ONU Turismo, a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), a União Africana e a Comunidade Ibero-Americana.

A medida ganha relevância em um momento em que o Brasil exerce a presidência do Conselho Executivo da ONU Turismo, posição que amplia a capacidade do país de impulsionar a cooperação internacional e aproximar a CPLP das principais agendas globais do setor.

“Ter nossas propostas incorporadas demonstra o reconhecimento do trabalho que o Brasil vem desenvolvendo para promover um turismo mais sustentável, inclusivo e seguro. Estamos compartilhando experiências que já vêm sendo desenvolvidas no país e fortalecendo a cooperação entre nações que têm na língua portuguesa um importante elo de integração”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Boas práticas
O turismo regenerativo propõe que a atividade turística contribua efetivamente para a recuperação dos destinos, gerando benefícios ambientais, sociais, culturais e econômicos. O modelo, que figura entre as prioridades da ONU Turismo, incentiva a conservação dos ecossistemas, a valorização das identidades culturais e o fortalecimento das comunidades locais, transformando o turismo em uma ferramenta de desenvolvimento territorial.

No Brasil, essa abordagem já orienta políticas públicas do Ministério do Turismo. Um exemplo é o projeto Experiências do Brasil Original, que fortaleceu o turismo de base comunitária ao dar visibilidade a roteiros, serviços e produtos turísticos desenvolvidos por comunidades indígenas e quilombolas.

A iniciativa promove a valorização dos saberes tradicionais, da história e da cultura desses povos, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades de geração de renda e desenvolvimento local por meio da atividade turística.

Outro ponto incorporado ao plano de ação é a ampliação da cooperação entre os países da CPLP em ações de segurança pública voltadas ao turismo. A proposta busca fortalecer estratégias conjuntas para tornar os destinos mais seguros, promover o intercâmbio de boas práticas e ampliar a proteção dos viajantes.

O Brasil também vem desenvolvendo iniciativas nessa área. Em parceria com a UNESCO, o Ministério do Turismo lançou o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, publicação que reúne orientações de segurança, dicas de planejamento e informações sobre acolhimento em meios de hospedagem. O material busca incentivar viagens mais seguras e fortalecer a confiança das mulheres que optam por viajar desacompanhadas, contribuindo para um ambiente turístico mais inclusivo e acolhedor.

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