Na avaliação do executivo, inteligência artificial, curadoria especializada e repertório cultural estão redefinindo o consumo de alto padrão, com a tecnologia ampliando o valor das relações humanas nas viagens premium
O avanço da inteligência artificial, o volume de informações disponíveis ao consumidor e a busca crescente por experiências capazes de gerar repertório e transformação pessoal estão redefinindo o conceito contemporâneo de luxo.
Em um mercado onde plataformas digitais permitem reservar hotéis, comparar destinos e montar roteiros em poucos minutos, o verdadeiro diferencial deixa de estar apenas no acesso e passa a residir na capacidade de interpretar desejos, antecipar necessidades e construir jornadas únicas. É a partir dessa leitura que a Goya Travel, divisão de turismo de luxo da Copastur, chega aos seis anos de atuação em plena expansão.
Criada inicialmente para atender clientes corporativos que buscavam o mesmo padrão de excelência das viagens de negócios em seus momentos de lazer, a Goya consolidou um modelo de atendimento baseado na curadoria especializada, na inteligência de dados e na construção de relações de longo prazo. Mais do que acompanhar as transformações do turismo de alto padrão, a operação passou a funcionar como um espaço permanente de inovação dentro da própria Copastur, testando soluções, tecnologias e modelos de relacionamento que hoje influenciam outras áreas do grupo.
Para Edmar Mendoza, CEO da Copastur e da Goya Travel, o crescimento da empresa acompanha uma mudança profunda na forma como o viajante de alta renda percebe valor. Se antes o luxo era traduzido principalmente por exclusividade, infraestrutura ou sofisticação, hoje ele está associado ao conhecimento, ao tempo, à autenticidade e à possibilidade de viver experiências desenhadas sob medida para cada perfil.
“O luxo deixou de ser simplesmente aquilo que é caro ou inacessível. Hoje ele está muito mais ligado à capacidade de viver experiências que façam sentido para cada pessoa. É acesso, mas também é repertório, tempo, contexto e transformação. Nosso trabalho começa muito antes da escolha do destino. Começa em entender quem é aquele viajante, quais são seus interesses, o momento de vida que está atravessando e aquilo que deseja descobrir. A tecnologia nos ajuda a organizar informações e ampliar possibilidades, mas a verdadeira personalização continua nascendo da conversa, da escuta e da sensibilidade humana. É isso que transforma uma viagem em uma experiência memorável”, assegura Mendoza.
Mercado em transformação
Em um ambiente em que qualquer pessoa pode acessar milhares de recomendações online, comparar tarifas ou utilizar plataformas baseadas em inteligência artificial para planejar uma viagem, cresce a importância da curadoria realizada por profissionais capazes de transformar excesso de informação em conhecimento aplicado. Mais do que vender produtos, a Goya procura compreender estilos de vida, preferências culturais, hábitos de consumo e interesses específicos de cada cliente para construir experiências que dificilmente poderiam ser reproduzidas por soluções automatizadas.
Segundo Mendoza, o consultor de viagens do futuro será cada vez menos um operador de reservas e cada vez mais um intérprete de desejos. Na contramão do senso comum de que a inteligência artificial representa uma ameaça aos serviços altamente personalizados, o executivo acredita que a tecnologia tende a fortalecer justamente aquilo que diferencia o atendimento consultivo.
“A inteligência artificial muda profundamente a maneira como trabalhamos, mas não substitui aquilo que realmente gera valor. Ela organiza informações, acelera pesquisas, elimina processos repetitivos e amplia nossa capacidade de análise. Isso significa que sobra mais tempo para aquilo que nenhuma tecnologia consegue fazer sozinha: construir confiança, interpretar emoções e criar conexões verdadeiras com o cliente. É justamente aí que a curadoria humana ganha ainda mais relevância.”
Essa lógica acompanha a própria evolução da Copastur, empresa reconhecida historicamente pelo investimento em tecnologia aplicada ao turismo corporativo e que vem incorporando esse conhecimento ao universo das viagens de lazer de alto padrão. Hoje, soluções de inteligência de dados já contribuem para ampliar a capacidade de pesquisa, compreender padrões de comportamento e oferecer recomendações mais precisas, sem abrir mão da atuação humana como elemento central da experiência – um dos principais ativos da Copastur, fundada há 53 anos.
Curiosidade, repertório e inovação
Se a inteligência artificial representa uma aliada na organização de informações, a curiosidade permanece sendo, para Edmar Mendoza, uma das competências mais importantes para quem deseja atuar no turismo de luxo. Em sua avaliação, conhecer profundamente um destino já não basta. O consultor contemporâneo precisa desenvolver um repertório amplo, capaz de conectar arquitetura, arte, gastronomia, design, bem-estar, esportes, tecnologia e cultura às expectativas de cada viajante.
Essa busca permanente por conhecimento também influencia a forma como Mendoza conduz sua própria rotina. Em vez de utilizar plataformas digitais apenas como canais de informação, ele procura transformá-las em ambientes de aprendizado contínuo, acompanhando pesquisadores, executivos, especialistas e formadores de opinião.
“Utilizo ferramentas de inteligência artificial para pesquisar, organizar informações e aprofundar temas que me interessam para conectar conhecimentos que, eventualmente, parecem não ter relação direta entre si. É dessa combinação que surgem ideias capazes de transformar uma viagem comum em uma experiência única.”
Essa filosofia ajuda a explicar por que a Goya vem assumindo um papel que extrapola o atendimento ao viajante de alta renda. Ao longo dos últimos anos, a operação passou a funcionar como um ambiente de experimentação para novas soluções, modelos de relacionamento e tecnologias que posteriormente são incorporados por outras áreas da Copastur. A proximidade com um público altamente exigente cria condições para testar tendências, aperfeiçoar processos e desenvolver metodologias que acabam beneficiando todo o ecossistema da empresa.
Hoje, a Goya já responde por 12% do faturamento do grupo e acumula mais de 22 mil atendimentos de concierge entre julho de 2025 e maio de 2026 – números que refletem não apenas sua capilaridade, mas a força de um modelo que combina inteligência de dados, curadoria especializada e relacionamento.
Ao olhar para os próximos anos, o CEO aposta que o diferencial competitivo continuará pertencendo às empresas capazes de estabelecer vínculos genuínos com seus clientes. “O futuro do turismo de luxo passa por esse equilíbrio entre inovação e sensibilidade. Quanto mais sofisticadas se tornarem as ferramentas tecnológicas, maior será a importância da curadoria humana para interpretar desejos, construir confiança e criar jornadas capazes de gerar memória, repertório e transformação”, conclui Mendoza.
Sobre a Goya Travel
Fundada em 2020, a Goya Travel é a divisão de viagens de luxo da Copastur, uma das mais respeitadas empresas de turismo corporativo da América Latina, com 53 anos de operações.
Sediada em São Paulo, a Goya nasceu da demanda dos clientes da Copastur por roteiros personalizados com o mesmo padrão de excelência oferecido nas viagens corporativas.
Atuando em todo o Brasil e em mais de 40 países, com destaque nos Estados Unidos e na Europa, por meio de sua curadoria, a Goya tem proporcionado experiências autênticas e 100% personalizadas para clientes das classes A e A+, incluindo indivíduos, casais, famílias e C-levels. Parte da biosfera de marcas da Copastur, a Goya combina sofisticação com consciência, tecnologia com sensibilidade e luxo com significado. Saiba mais em www.goyatravel.com.br




