Ansiedade, nervosismo e dúvidas fazem parte da experiência de muitos viajantes; saiba o que esperar da entrevista na imigração dos EUA.
“Qual o motivo da sua viagem?” “Quanto tempo pretende ficar nos Estados Unidos?” “Já teve a entrada negada em algum país?” “Já ultrapassou o prazo permitido de permanência em uma viagem anterior?”
Essas são algumas das perguntas que podem ser feitas pelos agentes da imigração americana e que costumam gerar ansiedade até mesmo entre viajantes experientes. Para muitos turistas, a tensão da viagem não termina quando o avião pousa. Antes de aproveitar as compras, os passeios ou os destinos dos sonhos nos Estados Unidos, ainda é preciso passar por uma etapa que desperta dúvidas e apreensão: a entrevista com a imigração.
Embora o procedimento seja rápido na maioria dos casos, ele representa o primeiro contato oficial do visitante com o país e tem papel fundamental na autorização de entrada.
De acordo com a advogada de imigração Dra. Larissa Salvador, fundadora da Salvador Law, é importante que os turistas entendam que a aprovação do visto é apenas uma das etapas do processo. “A entrevista tem como principal objetivo confirmar as informações apresentadas pelo visitante e verificar se o propósito da viagem está alinhado com o visto utilizado para entrar no país”, explica.
Para ajudar quem está planejando as próximas férias ou uma viagem internacional, a especialista desvenda quais são as perguntas feitas na imigração americana.
1. Qual o motivo da sua viagem?
Esta costuma ser a primeira pergunta feita pelo agente. “As pessoas acreditam que precisam dar detalhes excessivos ou tentar parecer mais convincentes, quando, na verdade, o mais importante é ser transparente. Se a viagem é para turismo, basta informar isso e, se solicitado, apresentar informações sobre o roteiro, hospedagem ou duração da estadia. O oficial busca consistência entre o que está sendo dito e os documentos apresentados”, afirma Salvador
2. Quanto tempo você pretende ficar nos Estados Unidos?
O agente pode querer confirmar se o período informado é compatível com o roteiro da viagem. “É importante saber exatamente quantos dias pretende permanecer no país e apresentar informações coerentes com passagens, reservas de hospedagem e demais documentos”, orienta Larissa.
3. Você conhece alguém nos Estados Unidos?
A pergunta busca entender se o viajante possui vínculos no país e qual é a natureza dessa relação.O agente tem acesso a diversas informações e está treinado para identificar contradições. O problema não é ter alguém no país, mas omitir ou fornecer informações divergentes sobre esse vínculo.
A especialista destaca que a pergunta também ajuda os agentes a compreenderem melhor o contexto da viagem. Por exemplo, um turista que ficará hospedado na casa de um familiar deve estar preparado para informar o endereço e explicar o grau de parentesco. “Quando o viajante afirma que ficará hospedado com um familiar ou amigo, é natural que o oficial faça perguntas adicionais para confirmar a coerência das informações. Se a pessoa sabe onde vai ficar, quem vai receber sua visita e qual é o objetivo da viagem, geralmente consegue responder com tranquilidade”, afirma Larissa.
4. Quanto dinheiro você está trazendo?
Os agentes podem questionar como o visitante pretende custear a viagem. Cartões de crédito, comprovantes financeiros, reservas pagas e extratos bancários podem servir como evidência de capacidade financeira.
5. Qual é a sua profissão?
Embora pareça uma pergunta simples, a atividade profissional do viajante é uma das informações mais relevantes para os agentes de imigração. Isso porque ela ajuda a demonstrar os vínculos que a pessoa mantém com seu país de origem e reforça a intenção de retornar após o período autorizado de permanência nos Estados Unidos.
“A imigração procura entender se o viajante possui razões concretas para retornar ao seu país de residência após a viagem. Um emprego formal, um negócio próprio, compromissos acadêmicos, são exemplos de elementos que demonstram laços com o Brasil e ajudam a contextualizar o propósito da visita aos Estados Unidos”, explica. A especialista ressalta que não existe uma profissão considerada mais favorável ou desfavorável pela imigração.
Ainda que a entrevista de imigração costume durar apenas alguns minutos, para a Dra. Larissa Salvador, estar preparado para responder é essencial para evitar transtornos e garantir uma experiência mais segura. “Em vez de pensar na resposta perfeita, o viajante deve se preocupar em responder de forma verdadeira e objetiva. A entrevista não é um teste para encontrar contradições, mas um procedimento para confirmar as informações da viagem. Quanto mais natural e consistente for a comunicação, mais tranquilo tende a ser o processo”, conclui a advogada.
Sobre a Dra Larissa Salvador: Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas.
Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, e tendo vivido boa parte da sua vida no Complexo do Alemão (RJ), Larissa passou mais de dez anos em situação ilegal nos Estados Unidos; experiência que despertou sua vocação para o Direit
Residente em Boca Raton, na Flórida, Larissa é licenciada pela Ordem dos Advogados (BAR) da Flórida e de Washington DC e está há seis anos à frente da Salvador Law, escritório especializado em imigração, onde atua em processos de vistos para trabalho/negócios, estudo e turismo; defesa em casos de deportação; pedidos de fiança; regularização de status e ações com base no VAWA (Violence Against Women Act). Seu trabalho vem sendo amplamente reconhecido: recebeu o prêmio Top 40 Under 40 pela National Black Lawyers Association; o título de Personalidade Feminina do Ano pelo International Business Institute; e foi nomeada entre os Advogados Mais Influentes de 2025, com destaque no The Washington Pos
Atualmente, a Salvador Law se consolida como referência em atendimento a brasileiros nos EUA, oferecendo uma gama completa de serviços jurídicos em imigração. Saiba mais em: https://salvadorlawpa.com





