Para uma viagem tranquila, apólice precisa atender às exigências da imigração e ao perfil do viajante durante a temporada do Verão Europeu
A preferência também aparece nas intenções de viagem para os próximos anos. De acordo com levantamento do órgão, 59% dos entrevistados pretendem realizar uma viagem de longa distância em 2026 e, entre eles, 42% escolheram a Europa como principal destino.
Com a chegada do Verão Europeu, entre 21 de junho e 22 de setembro, os motivos para visitar o continente se multiplicam. As temperaturas agradáveis, que variam entre 20 °C e 35 °C, os dias mais longos, com pôr do sol próximo das 22h em alguns países, além de festivais, praias lotadas, shows ao ar livre e intensa movimentação turística, transformam a estação em um dos períodos mais desejados e movimentados do ano.
Mas o sonho de caminhar pelas ruas de Paris, aproveitar o litoral do Mediterrâneo ou conhecer cidades históricas da Itália e de Portugal pode ser interrompido antes mesmo do desembarque.
“Passaporte vencido ou próximo do vencimento, falta de comprovação financeira, ausência de hospedagem definida e passagem de retorno são situações que podem impedir a entrada do turista”, explica Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, comparadora brasileira especializada em seguro-viagem.
Outro ponto que costuma gerar dúvidas entre os viajantes é o seguro-viagem. O item é obrigatório para quem visita países do Espaço Schengen e precisa atender às exigências do tratado, incluindo cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares, além de assistência para repatriação sanitária.
“O Tratado de Schengen foi criado para permitir a livre circulação de pessoas entre os países participantes. Apesar de o brasileiro não precisar de visto para viagens de turismo de até 90 dias, o seguro-viagem continua sendo obrigatório e pode ser solicitado pelas autoridades de imigração no momento da entrada”, destaca.
A Europa conta com uma fiscalização extra: o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS), autorização obrigatória para viajantes isentos de visto visitarem 30 países europeus. Mas, na viagem para este verão, o documento não será cobrado, já que ele entra em funcionamento apenas no último trimestre.
Viagem sem preocupações
Com aeroportos cheios, hotéis disputados e milhões de turistas circulando pelo continente durante o Verão Europeu, o planejamento passou a ser essencial. Para Reichenbach, escolher apenas o plano mais barato pode representar um risco durante a viagem. A recomendação é optar por coberturas mais amplas, especialmente em períodos de alta temporada, quando aeroportos, hospitais e cidades turísticas operam com fluxo elevado de visitantes.
“Planos com cobertura médica mais robusta, normalmente acima de 60 mil dólares, além de proteção para extravio de bagagem, cancelamento de voo e regresso sanitário, oferecem mais tranquilidade ao viajante. Quem pratica esportes, fará viagens longas ou possui alguma condição de saúde deve buscar coberturas específicas”, alerta.
A atenção deve ser ainda maior em viagens em família. Nesses casos, a recomendação é que cada integrante tenha cobertura individual, incluindo crianças e idosos.
“Também é importante verificar se o seguro cobre situações como interrupção da viagem, necessidade de acompanhante em caso de internação e despesas extras provocadas por emergências”, reforça. O executivo lembra que os documentos devem ser salvos no celular, impressos e contar com os contatos da assistência 24 horas facilmente acessíveis.
“Seguro-viagem não é gasto, é proteção e prevenção. Ele representa uma fração muito pequena do valor total da viagem e pode evitar prejuízos de milhares de euros. Literalmente”, destaca.
O alerta se confirma em números: quase três mil brasileiros deixaram de entrar na Europa em 2025 após terem a entrada negada. Problemas com documentação, impossibilidade de comprovar recursos mínimos para permanência, ausência de seguro compatível com as exigências do Espaço Schengen e uso de informações irregulares estão entre os principais motivos apontados pelas autoridades migratórias.





