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quinta-feira, junho 11, 2026
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Brasileiros devem redobrar atenção com vistos e regras migratórias para a Copa do Mundo de 2026 nos EUA

Especialista alerta para cuidados com permanência legal, tipos de visto e riscos de descumprimento das regras de imigração durante o torneio

São Paulo, junho de 2026 – A Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, já mobiliza turistas brasileiros interessados em acompanhar os jogos presencialmente. Em meio ao aumento da procura por viagens internacionais para o torneio, especialistas alertam para a importância de compreender as regras migratórias americanas antes do embarque, especialmente em relação a vistos, tempo de permanência e exigências de entrada no país.

Dados do National Travel and Tourism Office (NTTO) posicionam o Brasil na quarta colocação entre os principais emissores internacionais de turistas para os Estados Unidos. Além disso, estimativas da Tourism Economics indicam que a Copa do Mundo deve atrair cerca de 1,2 milhão de viajantes internacionais diretamente ligados ao evento.

Diante desse cenário, o advogado e CEO da YOUSA Law Firm, Otávio Haverroth, acompanha de perto as principais dúvidas de brasileiros que pretendem viajar aos EUA durante o campeonato. Entre os temas mais recorrentes estão os diferentes tipos de visto aplicáveis para turistas, os limites legais de permanência no país, as consequências de ultrapassar o período autorizado e os riscos de tentar “estender” a viagem sem autorização migratória adequada.

Segundo o especialista, muitos viajantes ainda desconhecem que a entrada nos Estados Unidos não garante automaticamente o período máximo de permanência previsto no visto, já que a definição final é feita pelas autoridades migratórias no momento da chegada ao país. Além disso, erros simples, como inconsistências em informações fornecidas à imigração ou tentativas de exercer atividades não autorizadas durante a estadia, podem gerar complicações futuras para o viajante.

Outro ponto fundamental, de acordo com Otávio, é a forma como o solicitante se apresenta ainda na fase de obtenção do visto. “Aos que ainda não têm o visto de turista aprovado, a principal dica é demonstrar vínculo com o seu país de origem. Os oficiais americanos analisam a probabilidade de o aplicante ir aos EUA com o intuito de ser turista, visitar os lugares desejados e retornar ao seu país”, explica.

O especialista faz ainda um alerta específico para casos sensíveis. “Aplicantes que têm familiares de maneira irregular nos Estados Unidos devem ter atenção redobrada, pois a imigração pode interpretar isso como intenção imigratória e não de turismo. Nesses casos, é sempre importante ser coerente e verdadeiro nas informações prestadas aos oficiais. É muito comum que o medo de informar a existência de familiares no país acabe contribuindo para a negativa do visto”, acrescenta.

Haverroth também alerta que situações consideradas simples, como divergências em informações prestadas às autoridades, permanência além do prazo autorizado ou realização de atividades incompatíveis com o visto de turismo, podem comprometer futuras entradas nos Estados Unidos e até gerar restrições migratórias mais severas.

Algo que também deve exigir atenção dos brasileiros durante a Copa é a circulação entre os países-sede. Como muitos turistas pretendem acompanhar partidas em diferentes cidades e até cruzar fronteiras entre Estados Unidos, Canadá e México ao longo do torneio, o planejamento migratório se torna ainda mais importante para evitar imprevistos durante a viagem.

“O período da Copa naturalmente aumenta o fluxo migratório e também a atenção das autoridades americanas. Por isso, é fundamental que o turista brasileiro viaje com documentação correta, planejamento adequado e entendimento claro das regras de permanência no país”, finaliza Otávio.

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