Com nova liderança jovem, agenda pró-turismo e digitalização, especialista mostra como expansão de destinos e experiências sustentáveis devem dobrar número de visitantes em cinco anos
São Paulo, abril de 2026 – Após uma das transições políticas mais marcantes de sua história recente, o Nepal começa a se consolidar como um dos destinos internacionais mais promissores para 2026, inclusive para o público brasileiro.
As eleições realizadas em março mobilizaram cerca de 19 milhões de eleitores, com participação de 60% e um processo considerado pacífico. O resultado foi uma vitória expressiva do partido RSP, que conquistou mais de 120 dos 165 assentos diretos do parlamento.
O novo primeiro-ministro, Balen Shah, de 35 anos (o mais jovem a ocupar o cargo na história do país) assume com uma agenda voltada ao desenvolvimento econômico e à expansão do turismo, setor estratégico para o Nepal, que atualmente recebe cerca de 1 milhão de turistas por ano e pretende dobrar esse número nos próximos cinco anos.
“Estamos diante de uma janela clara de oportunidade. O Nepal reúne estabilidade política recente, abertura econômica e uma agenda consistente de incentivo ao turismo”, afirma Alessandro Silveira, CTCXO da Biosfera Copastur, empresa com mais de 50 anos de atuação em gestão de viagens e eventos corporativos na América Latina.
Entre as principais mudanças já em curso está a digitalização de vistos e permissões para atividades como trekking e acesso a parques nacionais, reduzindo a burocracia para visitantes internacionais. O país também investe na abertura de novas regiões ao turismo organizado, como Karnali e Sudurpaschim, ainda pouco exploradas.
Além dos tradicionais roteiros de montanhismo, como Everest e Annapurna, que seguem com reservas aquecidas para a primavera de 2026, o destino amplia sua oferta com experiências voltadas à gastronomia, bem-estar, cultura e arte em cidades como Kathmandu, Pokhara e Lumbini.
Outro destaque é o avanço em segurança, com o uso de drones para operações de resgate em áreas de montanha, reduzindo um dos principais riscos históricos do destino.
O turismo comunitário também ganha força, com o crescimento de hospedagens em formato de homestay em áreas rurais, alinhadas à demanda por experiências mais autênticas e sustentáveis.
Para o segmento corporativo, o momento também é positivo, com estabilidade política e perspectiva de melhorias na infraestrutura, incluindo novos aeroportos internacionais em Pokhara e Gautam Buddha, além de incentivos para ampliação de rotas aéreas
Ainda assim, especialistas apontam pontos de atenção, como limitações de infraestrutura fora dos grandes centros e o processo de reestruturação da aviação civil do país. “É um destino que combina oportunidade e planejamento. Para empresas e viajantes, o apoio de operadores especializados e o acompanhamento de atualizações locais são fundamentais”, destaca Alessandro
Para o especialista, com cenário político renovado e foco estratégico no turismo, o Nepal entra definitivamente no radar global e pode se consolidar como um dos destinos mais relevantes da Ásia nos próximos anos.






