O setor de turismo como motor de transformação econômica e a narrativa como ferramenta estratégica de valorização de ativos foram os temas centrais levados pelo Grupo Iter ao Fórum da Liberdade 2026. Representada por seu CEO, Sandro Fernandes, e pelo Diretor de Relações Institucionais, Paulo Gontijo, a holding, responsável pela gestão de ícones como o Parque Bondinho Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro; e o Parque do Caracol, na Serra Gaúcha, apresentou um panorama sobre a maturidade do setor e o impacto das parcerias público-privadas.
Sandro Fernandes abriu o painel “Turismo que Transforma” destacando dados consolidados da Embratur de 2025, ano em que o setor atingiu a marca histórica de 8% do PIB nacional. Com um faturamento recorde de R$ 228,1 bilhões e a geração de mais de 190 mil postos de trabalho diretos, o executivo defendeu o setor como uma “indústria de exportação interna” capaz de gerar divisas imediatas para as regiões.
Fernandes deu destaque especial à resiliência do Rio Grande do Sul, que em 2025 registrou uma alta de 11,4% na atividade turística, segundo fonte da SETUR-RS, representando mais que o dobro da média nacional. “O RS superou adversidades e se posicionou como referência em gestão. Em janeiro de 2026, o estado tornou-se a principal porta de entrada do turismo internacional no Brasil, superando destinos tradicionais como o Rio de Janeiro e o Nordeste”, afirmou o CEO.
O Grupo Iter, que opera o Parque do Caracol (RS) desde 2022, reforçou seu compromisso com investimentos de R$ 100 milhões até 2027 no ativo, destacando a importância da parceria público-privada para a conservação ambiental e desenvolvimento da comunidade local.
Storytelling: o produto final é a experiência
Complementando a visão estratégica, Paulo Gontijo abordou a transição do turismo contemplativo para o turismo de experiência. Citando dados do Booking.com, que indicam que 86% dos viajantes priorizam as experiências vividas sobre qualquer outro aspecto da viagem, Gontijo defendeu o storytelling como catalisador de faturamento.
“O turista moderno não compra apenas um deslocamento; ele busca uma história para viver. O storytelling é o que transforma uma estrutura geográfica em um símbolo de desejo e conexão emocional”, explicou Gontijo. Ele utilizou cases como Machu Picchu e os próprios ativos administrados pelo Grupo Iter para ilustrar como a narrativa autêntica agrega valor econômico e sustentabilidade ao negócio.
Compromisso com o futuro: ESG e tecnologia
Ambos os executivos enfatizaram que não há futuro para o turismo sem conservação. O Parque Bondinho Pão de Açúcar®, certificado como Empresa B, foi citado como exemplo de turismo regenerativo, com projetos de conservação de 12 hectares de Mata Atlântica e operações de carbono zero.
Para 2026, as projeções do Grupo Iter apontam para o uso intensivo de Inteligência Artificial na personalização da jornada do cliente e a inauguração de novas atrações.





