Grupo de 30 turistas permanece em Doha enquanto rota terrestre pela Arábia Saudita é avaliada
O grupo de brasileiros retidos no Oriente Médio desde o início da escalada do conflito na região completa mais um dia de espera em Doha, sem perspectivas concretas de repatriação. Nesta quarta-feira, 5 de março, o Aeroporto Internacional Hamad, na capital catariana, permanece fechado para voos comerciais, e as poucas operações que ainda ocorrem na Arábia Saudita seguem restritas, mantendo os turistas em situação de indefinição.
O dia foi marcado por um novo e significativo ataque iraniano contra Doha, prontamente neutralizado pelas defesas aéreas do Catar. Autoridades locais confirmaram que centenas de drones e mísseis balísticos foram interceptados antes que pudessem atingir qualquer alvo em território catariano. Por volta do meio-dia (horário local), sirenes de alerta máximo foram acionadas na capital, gerando momentos de tensão entre a população e os turistas estrangeiros. Três horas depois, o Emir do Catar comunicou oficialmente que o perigo havia sido totalmente neutralizado, restabelecendo a calma na cidade.
Apesar do sucesso da defesa antimísseis, o espaço aéreo do país continua interditado por tempo indeterminado, medida preventiva adotada pelas autoridades locais desde o agravamento das hostilidades na região.
Assistência e planos de contingência
Os 30 brasileiros que adquiriram pacotes turísticos por meio da Heron Tour e da MSC Cruzeiros seguem integralmente assistidos. A agência de viagens e a companhia marítima mantêm o custeio de hospedagem e alimentação, enquanto buscam alternativas para viabilizar o retorno do grupo ao Brasil.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, a MSC Cruzeiros estuda uma operação logística que permita a saída dos turistas por terra, em direção à Arábia Saudita. A medida, que depende de autorizações diplomáticas e da disponibilidade de transporte seguro, poderia contornar o bloqueio aéreo no Catar e facilitar a conexão com voos que eventualmente estejam partindo de aeroportos sauditas. Ainda não há confirmação sobre a viabilidade da rota nem previsão para sua execução.
Enquanto isso, os viajantes que organizaram a viagem de forma independente continuam enfrentando dificuldades para esticar reservas e remarcar voos sem custos adicionais, arcando com as despesas extras diretamente do próprio bolso.
A expectativa agora recai sobre as negociações em curso entre o governo brasileiro e as autoridades da Arábia Saudita, que podem viabilizar um corredor humanitário para a retirada dos cidadãos que necessitem deixar a região.
A reportagem segue em Doha, acompanhando em tempo real os desdobramentos da crise e os esforços para garantir o retorno seguro dos brasileiros.






