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sexta-feira, março 6, 2026
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Guerra no Oriente Médio: grupo de 30 brasileiros fica retido em Dubai e Catar

Um grupo de 30 brasileiros que iria embarcar em um cruzeiro da MSC no dia 1º de março está retido no Oriente Médio devido ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Os turistas viajaram para a região incluindo o agente de viagens Heron Duarte, CEO da Herontour, e chegaram ao destino pela Qatar Airlines. Dois dias depois, foram surpreendidos pela escalada do conflito, que se estendeu para países vizinhos e suspendeu todos os embarques na região. Duarte, que acompanha parte do grupo, passou a prestar apoio a todos os 30 passageiros diante das circunstâncias.

Segundo Duarte, que está com parte do grupo no Catar, os viajantes que estavam em Dubai sequer puderam deixar o porto, mesmo com os embarques já realizados. O agente relatou que a cidade de Dubai foi alvo de mísseis, enquanto no Catar os ataques foram interceptados por barreiras antiaéreas. Apesar da eficácia da defesa, estilhaços caíram na região e atingiram uma pessoa, que morreu. O episódio gerou pânico entre moradores e turistas, embora não tenha havido impacto direto dos mísseis no solo.

No dia 2 de março, o Irã atacou uma central de abastecimento de água e energia elétrica, mas Duarte afirma que os serviços seguem funcionando normalmente na região onde o grupo está hospedado. A principal dificuldade enfrentada pelos turistas, segundo ele, tem sido a impossibilidade de estender as reservas feitas por plataformas como o Booking, o que obriga alguns a buscar alternativas de hospedagem por conta própria.

Duarte elogiou o suporte prestado pela MSC Cruzeiros e pela Qatar Airlines, que mantêm contato constante com os brasileiros e garantiram que, assim que o espaço aéreo for liberado, organizarão o retorno ao Brasil. O agente também destacou a postura do governo local: “O Emir é uma pessoa muito séria e se propôs a oferecer toda a ajuda necessária”.

Apesar das recomendações de isolamento, o grupo tem circulado pela cidade, utilizando metrô e visitando pontos turísticos, mas evitando a orla — área considerada de risco devido à presença de submarinos e navios de guerra na região.

Outro desafio enfrentado pelos turistas é o Ramadã, período sagrado para os muçulmanos em que restaurantes não servem refeições durante o dia. “Tomamos café da manhã o mais tarde possível para aguentar até as 18h, quando ficam liberadas as refeições nos restaurantes”, conta Duarte. Apesar dos contratempos, ele garante que o grupo está em segurança.

Além de acompanhar os passageiros no Catar, Duarte também monitora a situação dos brasileiros que estão em Dubai, onde os ataques foram mais intensos. Segundo ele, mísseis caíram próximo ao Burj Khalifa, o maior prédio do mundo, que seria alvo do Irã. “Quem está em Dubai está mais assustado”, admite.

O agente ressalta que a população local mantém a confiança na capacidade de defesa do país, com o apoio de aliados como Arábia Saudita e Estados Unidos. “As pessoas não estão em desespero”, afirma. O grupo da Herontour permanece tranquilo, à espera do momento seguro para retornar ao Brasil.

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