De acordo com Alexandre Argenta, presidente da Associação das Agências de Intercâmbio do Brasil (BELTA), suspensões recentes concentram-se em vistos de imigração permanente e não atingem categorias educacionais
O intercâmbio nos Estados Unidos continua a ser um dos destinos mais desejados pelos brasileiros em 2026, mesmo em um cenário internacional de intensas mudanças nas políticas de vistos.
Segundo a Pesquisa Selo Belta 2025, realizada pela Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio (Belta), os Estados Unidos mantêm posição de destaque entre as preferências dos intercambistas brasileiros, respondendo por cerca de 22,8% das intenções de viagem.
A escolha se sustenta em fatores como a qualidade do ensino, a diversidade de programas educacionais e as oportunidades de crescimento pessoal e profissional que a experiência proporciona.
Nas últimas semanas, notícias sobre alterações nas regras de vistos americanos ganharam grande espaço na mídia e nas redes sociais, com relatos sobre suspensão de emissão para alguns países e endurecimento crescente das políticas migratórias. No entanto, ao olhar com rigor jornalístico e técnico sobre esses acontecimentos, fica claro que muitos desses ajustes não atingem diretamente os estudantes que buscam intercâmbio nos Estados Unidos.
Uma das medidas mais discutidas foi o anúncio, no início de 2026, de que os Estados Unidos iriam pausar temporariamente o processamento de vistos de imigração para cidadãos de determinados países, incluindo o Brasil. Essas autorizações de imigração são aquelas que permitem residência permanente e são distintas das categorias de vistos não-imigrantes. Autoridades americanas reforçam que essa suspensão não afeta vistos de não-imigrantes, como os destinados a turismo, negócios, estudo ou intercâmbio, que seguem sendo emitidos normalmente mediante o cumprimento dos requisitos consulares habituais.
É importante entender que o sistema de vistos americano classifica as autorizações conforme o propósito da estadia. Entre os vistos não-imigrantes, aqueles temporários e vinculados a atividades específicas, estão categorias como o F-1 e o M-1, voltados para estudantes acadêmicos ou vocacionais e seus dependentes, e o J-1, utilizado em programas de intercâmbio, inclusive au pair, Work & Travel e experiências culturais. Essas categorias são concebidas justamente para permitir que estudantes e participantes de programas culturais ou educacionais entrem, e permaneçam no país pelo período necessário à formação.
Apesar da comunicação frequente sobre mudanças ou “novas regras”, o processo para intercambistas brasileiros não foi interrompido nem de fato dificultado por demandas extraordinárias. O que existe é um reforço nos procedimentos de análise e, em alguns casos, implantação de controles adicionais, como revisão de perfis digitais para fins de segurança, mas sem impactar diretamente a emissão de vistos estudantis ou de intercâmbio para quem cumpre os requisitos legais.
Para Alexandre Argenta, presidente da Belta, a percepção de dificuldade muitas vezes decorre de uma combinação entre comunicação sensacionalista e desinformação: “Muitos brasileiros associam todas as notícias sobre vistos a uma barreira intransponível, mas, para quem tem objetivos educacionais legítimos e apresenta a documentação adequada, o visto de estudante ou intercâmbio nos Estados Unidos já não enfrenta esse tipo de problema,” afirma Argenta. Ele reforça que o processo segue claro, estruturado e previsível, desde a matrícula na instituição ou programa de intercâmbio até a entrevista consular.
Argenta também lembra que os vistos estudantis exigem comprovação de matrícula, capacidade financeira para custear a estadia, vínculos com o país de origem e intenção de retorno, critérios que são analisados com mais rigor em qualquer país com grande fluxo migratório. “Quando o candidato se prepara adequadamente e cumpre as etapas previstas, as chances de aprovação são altas e não há nenhum entrave novo exclusivo para intercambistas brasileiros”, complementa.
Nesse contexto, a importância do planejamento antecipado ganha ainda mais peso. Organização financeira, definição clara do tipo de visto requerido, seja F-1 para cursos acadêmicos, M-1 para cursos técnicos ou J-1 para programas culturais de intercâmbio, e acompanhamento profissional durante todo o processo consular são fatores que minimizam riscos e garantem uma experiência tranquila. A pesquisa Selo Belta 2025 mostra que muitos brasileiros já adotam esse comportamento, planejando com antecedência e contando com orientação especializada para cada etapa.
Além disso, os benefícios educacionais e profissionais de um intercâmbio nos Estados Unidos, como a imersão linguística, a vivência multicultural e o fortalecimento de competências valorizadas globalmente, continuam sendo diferenciais impulsionadores da escolha pelo país. Esses fatores, somados à manutenção das categorias específicas de vistos estudantis e de intercâmbio, reafirmam que, apesar das mudanças comunicadas ou implementadas em outras áreas migratórias, o ciclo do intercâmbio educacional segue ativo e acessível para brasileiros em 2026.
Assim, a combinação entre informações claras sobre tipos de visto, orientação profissional e planejamento estratégico reafirma que a percepção de dificuldade para obtenção de visto americano não se aplica ao universo dos intercambistas. Para estudantes brasileiros com objetivos educacionais legítimos, o processo permanece sólido, confiável e em pleno funcionamento, um convite para transformar sonhos em conquistas reais no cenário internacional.
Sobre a Belta
Criada há mais de 30 anos, a Belta – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio — visa promover a educação internacional no país. Como única associação das Agências de Intercâmbio do Brasil que oferece programas para todo o mundo e sem fins lucrativos, tem como foco certificar com o Selo Belta agências confiáveis no setor, por meio de um processo cuidadoso de análise financeira, técnica e idoneidade das agências.
Atualmente, as agências especializadas Selo Belta representam mais da metade do mercado de educação internacional no Brasil, tendo cerca de 300 pontos de venda em todo o Brasil, mais de 50 associadas colaboradoras que são associações internacionais de instituições de ensino de idiomas, universidades e redes de escolas internacionais, assim como prestadores de serviços afins ao segmento.
A qualidade dessas empresas é atestada pelo Selo Belta, oferecendo credibilidade no Brasil e no exterior. A Belta tem prêmios acumulados ao longo desses anos, entre eles, o prêmio internacional STM Awards, considerado o Oscar do segmento de intercâmbio. Foi a primeira associação de agências de intercâmbio que, após receber 5 vezes essa premiação, alcançou o hall da fama. Conheça mais, aqui!






