Brasília

Fórum Econômico recebe representantes da economia criativa do DF

Esta foi a sexta edição do módulo Na Hora de Ouvir do Fórum Econômico “A Economia Pós-Pandemia”

AGÊNCIA BRASÍLIA * I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON

O Governo do Distrito Federal recebeu, nesta quinta-feira (9), representantes do setor da economia criativa para debater cenários futuros e melhorias na área. O evento é realizado semanalmente pela Secretaria de Economia e pelo Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental (CPPGG-DF). Esta foi a sexta edição do módulo Na Hora de Ouvir do Fórum Econômico “A Economia Pós-Pandemia”. A medida visa incentivar o diálogo com os setores econômicos em busca de alternativas para impulsionar a economia local e superar os efeitos da pandemia da covid-19.

No debate desta semana, representantes de associações de artesãos, do Sebrae, da Câmara de Economia Criativa da Fecomércio e de várias instituições ligadas ao setor trouxeram suas sugestões para os secretários e dirigentes do governo que atuam nessa temática. Entre as sugestões do setor, estão propostas de melhor utilização de espaços públicos, concessão de crédito para trabalhadores manuais, reforma de locais para realização de eventos, além de um programa específico de incentivo ao setor de eventos.

Os representantes do setor cultural também falaram sobre a necessidade de levantamento de dados estatísticos sobre o setor cultural, utilizando as ferramentas de pesquisa da Companhia de Planejamento (Codeplan). Na ocasião, a companhia mostrou os números da economia criativa, revelando que o DF é a unidade da federação com maior consumo de cultura em relação ao orçamento das famílias – um gasto mensal médio (preço de 2018) estimado em R$ 608,91 por unidade familiar.

 

Fotos: Arquivos Secretaria de Economia

“Com isso, estima-se que os gastos familiares com consumo de cultura no DF girem em torno de R$ 594,30 milhões por mês, ou seja, R$ 7,1 bilhões de reais por ano”, diz o estudo da Codeplan, com base em dados de 2018. Com relação ao mercado de trabalho, os dados de 2017 registravam que 43% dos trabalhadores de economia criativa do DF estavam no mercado informal e 57% no mercado formal, com carteira assinada.

Durante o encontro, o vice-presidente da Câmara de Economia Criativa da Fecomércio, Reinaldo Gomes, elogiou o diálogo que o governo tem com o setor. “Embora ainda haja pontos a resolver, já avançamos muito. Não podemos reclamar de falta de diálogo com o governo. A gente tem sido muito bem recebido pelas Secretarias de Turismo, Economia e Economia Criativa. Muito já foi feito. Estou trazendo aqui uma pauta de retomada sobre o que ainda há a fazer. Então, que fique este registro de que estamos sendo muito bem atendidos pelo governo”, destacou.

O secretário André Clemente anunciou que destinará R$ 20 milhões do orçamento de 2022 para grandes eventos. Clemente também falou sobre todas as medidas adotadas em benefício da economia criativa, como o diferimento, por sete anos, do pagamento do Imposto sobre Serviços (ISS), além de mais R$ 91 milhões destinados ao Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

“Nós fizemos transformações nesse ambiente de pandemia que atenderam a grandes demandas que estavam represadas e criaram grandes legados, como, por exemplo, a questão da redução da alíquota em mais de 60%, de 5% para 2%, da área de eventos. Isso é um legado que ninguém vai tirar. Isso fica para o setor produtivo e para a cidade”, afirmou o secretário.

 

Além do secretário de Economia, André Clemente, estiveram presentes na reunião a Diretora Técnica do Sebrae-DF e Secretária Executiva do Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental (CPPGG-DF), Rose Rainha; a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça; o secretário de Empreendedorismo, Amós Batista de Souza; o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eduardo Pereira; da Subsecretária de Economia Criativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Érica Lewis; o presidente da Codeplan, Jean Lima; a Diretora de Estudos e Pesquisas Econômicas da Codeplan, Clarissa Schlabitz; e a Secretária Executiva de Acompanhamento Econômico, da Secretaria de Economia, Patrícia Café.

Fotos: Arquivos Secretaria de Economia

Presentes

Estiveram presentes na sexta oficina do módulo “Hora de Ouvir” do Fórum Econômico “A Economia Pós-Pandemia” vários presidentes de entidades. Entre eles, o presidente da Federação de Associações de Artesãos do DF e Entorno, Herbert Amorim; da Federação Nacional dos Trabalhadores Manuais, Simone Alencar; da Câmara de Economia Criativa da Fecomércio, Pedro Affonso; o diretor de comunicação da Associação dos Artesãos da Torre de TV e presidente do Movimento Valorização do Artesão, Rubens Aguilar; da Associação dos Designers Gráficos do DF, Wagner Alves; além de Miguel Galvão, da Fecomércio, e de representantes de empresas e entidades ligadas à economia criativa.

Esta foi a sexta edição do fórum, que já recebeu os setores de transporte; construção civil e imóveis; moda e vestuário; turismo, hospedagem e gastronomia; tecnologia da informação e comunicação, inovação e startups. Estão previstos 13 encontros como este, para abranger todo o setor produtivo do DF.

Depois de ouvir a todos, a Secretaria de Economia e o CPPGG-DF vão produzir um relatório final, com o objetivo de nortear a implementação de um plano de ações efetivas, além das que já foram implementadas pelo GDF para apoiar o setor produtivo no contexto da pandemia da Covid-19.

*Com informações da Secretaria de Economia

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