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CVC investirá forte em casas para temporada, e prepara programa de agentes de viagem

A CVC (CVCB3) deve lançar este ano novos braços para ampliar receitas e ganhar eficiência, na expectativa de estar pronta para uma possível retomada vigorosa do mercado de turismo no Brasil a partir do segundo semestre, afirmaram executivos da maior empresa de turismo do país nesta quarta-feira.

A empresa vai focar investimentos na subsidiária VHC, comprada pela CVC nos Estados Unidos em 2017 e que trabalha em um modelo semelhante ao Airbnb, de aluguel de casas para temporada.

A estratégia inclui elevar a base de imóveis disponíveis de cerca de 225 para 8 mil “em poucos anos” e também lançamento de operações da unidade no Brasil e península Ibérica neste ano, disse o presidente-executivo, Leonel Andrade Neto, a analistas e investidores.

“A VHC é uma joia para nosso negócio”, disse o executivo, um dos responsáveis pela criação da empresa de fidelidade de clientes Smiles. “Vamos investir muito forte na VHC…Foi o único setor beneficiado pela pandemia e será nosso foco maior de expansão”, acrescentou o presidente da CVC sem dar detalhes.

A companhia, que tem a maior rede de lojas franqueadas do setor de turismo do país, também pretende lançar, mais para o final deste ano, um programa de vendedores autônomos, num formato semelhante ao já usado por empresas de cosméticos como Natura, para ampliar as vendas junto aos clientes.

O programa será complementar às lojas físicas, não usará a marca CVC e pagará uma remuneração “bem menor” que a recebida pelos franqueados, disse Andrade Neto. “Se não fizermos, alguém vai fazer e nós temos a melhor condição de fazer porque temos escala e conhecimento”, disse o executivo.

As ações da CVC subiam 0,56% às 11h50, enquanto o Ibovespa perdia 0,68%.

Na apresentação, realizada um dia depois do anúncio da renúncia de quatro membros do conselho de administração, entre eles o presidente Silvio José Genesini Junior, Andrade Neto afirmou ainda que a CVC vai criar também em 2021 um “marketplace temático” de produtos de viagem, incluindo ofertas voltadas a públicos específicos como idosos, religiosos e LGBT.

Segundo o executivo, a recuperação do mercado nacional de turismo, que vinha engrenando no segundo semestre do ano passado, desacelerou no final do ano em meio à segunda onda da Covid-19.

Mas a expectativa dele é de uma recuperação “muito forte” a partir de segundo semestre, em meio ao andamento dos programas de vacinação.

“Estou mais confortável hoje que no início de dezembro, porque a solução está dada. Apesar de todos os atrasos no Brasil, vamos ter vacinação, sim, e vamos encerrar o ano com toda a população imunizada”, disse o executivo. Ele comentou que a empresa está com cerca de 1.250 lojas abertas no país, 90% da base da empresa antes da pandemia.

Mas no mercado de viagens internacionais, uma recuperação mais consistente deve ocorrer apenas a partir de 2022, afirmou. Ele acrescentou que a CVC voltará a ter o tamanho que tinha em 2019 no final de 2022.

Ao longo da apresentação, Andrade Neto, que foi eleito para a presidência da CVC em abril do ano passado, fez algumas críticas ao legado deixado pela administração anterior da companhia com relação à falta de investimentos em tecnologia e melhoria de processos.

Segundo ele, a CVC tem 10 departamentos internos, “backoffices”, “que mal falam entre si e que estão trabalhando manualmente”. Para resolver isso, o executivo está promovendo um grande programa de digitalização para integrar as áreas e simplificar processos de modo a suportar o lançamento dos novos produtos, que incluem um novo aplicativo da empresa para os clientes que deve ser disponibilizado em abril.

Fonte: Infomoney

 

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