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A qualificação como aliada para o fortalecimento do Turismo

Setur lança Grupo de Trabalho que integra governo, entidades do turismo, universidades, instituições de ensino e pesquisa na articulação de ações conjuntas

A Secretaria de Turismo do DF reuniu representantes de 16 universidades, instituições de ensino, entidades do trade turístico e órgãos governamentais para debater a implementação de soluções alternativas para a atual crise, que afeta diretamente o setor turístico em todo o país. O encontro do Grupo de Trabalho (GT) Qualificação e Pesquisa foi realizado por meio de videoconferência e teve como objetivo a troca de experiências entre os participantes, que buscaram formas de trazer o conhecimento para agregar na recuperação do setor.

O trabalho desenvolvido pelo GT Qualificação e Pesquisa está gerando ações concretas, parcerias e alianças entre os membros, impactando diretamente no reposicionamento da capital federal como referência de gestão integrada e inovadora no período pós-pandemia. O grupo debateu os instrumentos, ferramentas e processos que podem contribuir com esse objetivo. As instituições de ensino têm papel essencial para a elaboração e fornecimento de conteúdo.

A secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, reforçou a necessidade de aproximação entre o governo e o trade por meio da qualificação.  “O destino turístico se diferencia pela qualidade de atendimento. Estamos em um momento de reinvenção, de desenvolver uma visão especialmente estratégica, usar as tecnologias, a internet a nosso favor. Precisamos criar conteúdos e produtos para que os profissionais de todos os segmentos que envolvem o turismo possam se qualificar”, disse.

Dentre as ideias compartilhadas estão a criação de cursos temáticos voltados para o trade turístico, cursos de idiomas, gestão e negócios, além de workshops e oficinas específicas para o setor. A participação das instituições de ensino é essencial para a elaboração e fornecimento de conteúdo, especialmente quanto aos novos modelos de negócios turísticos e às novas regras e práticas relacionadas à segurança pós-pandemia.

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A pró-reitora de Pesquisa e Inovação do Instituto Federal de Educação de Brasília (IFB), Giovanna Tedesco, parabenizou a Setur pela iniciativa e falou sobre os projetos desenvolvidos pelo instituto atualmente. “Acredito que as instituições de ensino vão poder contribuir bastante para as demandas e necessidades apresentadas pelo setor, principalmente em relação aos conteúdos acadêmicos. O IFB também trabalha, além dos cursos superiores, com cursos técnicos de curta duração voltados para o eixo de turismo, hotelaria, gastronomia, restaurantes e outros”, disse.

Um dos maiores desafios atuais são ações para adaptação da cadeia produtiva do turismo, para que Brasília seja efetivamente um destino turístico seguro, com protocolos rígidos de higiene e plena adequação dos estabelecimentos. O IFB já tem um projeto sendo desenvolvido nesse sentido, que irá poderá somar às providências para o setor. “Estamos desenvolvendo um selo de certificação para estabelecimentos como bares e restaurantes que tenham passado por capacitação em boas práticas com foco no controle e proteção do coronavírus. O IFB está à disposição para contribuir”, reforçou.

A realização de estudos e pesquisas sobre satisfação de turistas quanto às medidas de segurança relacionadas ao Covid-19 e a definição de metodologias para avaliação do impacto econômico do turismo do DF também são ferramentas fundamentais para uma boa retomada do segmento.

O vice-reitor acadêmico do IESB, Luíz Cláudio Costa, destacou a atuação do grupo.  “É muito bom ver uma gestão estruturada, consciente que temos uma crise de grandes proporções, impactos econômicos e sociais, e quando ela passar temos que estar preparados. O “novo normal” não vai nascer sozinho, ele vai ser construído. O grupo está perfeitamente estruturado, com um diagnóstico pronto da situação. O IESB vai poder contribuir muito, principalmente na parte de pesquisas e cursos”, falou.

O coordenador do curso de Turismo da UPIS, Raul Torres, ressaltou a relevância do setor para a recuperação econômica de forma geral. “Apesar de o turismo ser considerado uma necessidade secundária e estar sofrendo com os impactos da pandemia, eu não consigo ver uma retomada econômica do mundo sem a atividade turística. É uma área que necessita de menos investimentos em comparação a outras atividades, e que em contrapartida tem grandes impactos econômicos, tanto intersetoriais quanto intrasetoriais. O turismo é a uma das maiores estrelas do setor de serviços, que por sua vez é o principal contribuinte do PIB”, destacou.

Pelas instituições de ensino e pesquisa, participaram representantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da Universidade de Brasília (UnB), do Centro de Ensino Superior de Brasília (IESB), do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), do Instituto de Educação Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB), da Universidade Católica de Brasília (UCB), da UPIS Faculdades Integradas, do Instituto Sagres – Política e Gestão Estratégica Aplicada e do Fórum das Instituições de Ensino Superior. Estiveram presentes também representantes do Senac, Fecomércio-DF, Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais do Turismo (ABBTUR), Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Federação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (FETRATUH), Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA) e Sindicato dos Guias de Turismo (SindGTUR).

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