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Conheça Central Otago, a região produtora de Pinot Noir na Nova Zelândia

VOENEWS.

O Pinot Noir de Central Otago está entre os melhores do mundo.

PONTOS DE DESTAQUE

  • Central Otago é a região vinícola mais ao sul do mundo.
  • Judge Rock, Rippon e Akitu são três vinícolas de destaque, a última situada a 380 metros acima do nível do mar, tendo como pano de fundo osSouthern Alps.
  • Os Pinot Noir de Central Otago estão conquistando prêmios internacionais: o pinot noir 2016 da Akitu ganhou a cobiçada medalha de ouro noInternational Wine Challenge de 2018.

Central Otago é uma região na Ilha Sul da Nova Zelândia, considerada o setor vinícola mais ao sul do mundo, e uma das principais produtoras de Pinot Noir. As uvas crescem ao lado de rios, dentro de ravinas profundas e em planícies áridas cercadas por montanhas cobertas de neve. Suportam geadas, excesso de luz solar e tempo seco para dar origem a vinhos de intensidade, delicadeza e sabor incomuns.

Apesar dos desafios que a região impõe, os enólogos de Central Otago conseguem produzir alguns dos melhores Pinot Noir do mundo. Na verdade, a revista Decanter nomeou Central Otago uma das cinco melhores regiões produtoras de vinho do Novo Mundo.

Você pode estar se perguntando: por que esses vinhos são tão excepcionais? E, mais importante, como fazer para degustá-los em viagem a Nova Zelândia?

Um terroir como nenhum outro

O Pinot Noir de Central Otago é como um veludo em forma líquida. É conhecido por seu sabor intenso e textura sedosa, muitas vezes mais encorpada do que vinhos da mesma uva de outras regiões. As razões para o caráter único do vinho são as condições, paisagens e solos em que é cultivado – uma combinação também conhecida como terroir.

As uvas Pinot Noir crescem melhor em climas temperados ou frios. Os dias ensolarados e as noites frescas de Central Otago impedem o amadurecimento precoce das uvas, permitindo-lhes desenvolver sabores mais complexos e poderosos, graças a sua permanência por mais tempo na videira.

O solo ali também é perfeito para as uvas. Durante as eras glaciais, as geleiras recuaram em toda a região de Central Otago, transformando a rocha de xisto em pó fino e deixando por baixo o cascalho e a areia do leito dos rios. Esse solo oferece excelente drenagem, incentivando as videiras a enviar suas raízes direto para o fundo da terra.

Esse terroir, aliado ao incrível talento de seus produtores, garante que Central Otago esteja sempre conquistando prêmios de prestígio no cenário vinícola mundial.

Os produtores de vinho de Central Otago costumam ver o clima frio como uma bênção, mas nas noites geladas isso pode ser uma maldição. Durante a primavera, a geada pode danificar os botões nas videiras, comprometendo a qualidade da colheita do ano. Para combater a geada, os produtores aplicam cada milímetro de sua engenhosidade kiwi em vários métodos diferentes – do uso de fornos a óleo para manter as videiras aquecidas à instalação de aerogeradores para manter o ar circulando e levantar as geadas. Alguns até pilotam helicópteros sobre seus vinhedos no início da manhã para aumentar a circulação de ar.

Onde provar

O terreno alpino selvagem e a abundância de lagos na região de Central Otago criam dezenas de microclimas que chegam a variar de vinhedo para vinhedo. Além disso, o solo em um lote de terra costuma ter uma composição diferente de outros lotes próximos.

Isso cria diferenças sutis nas uvas, infundindo os Pinot Noir de cada vinhedo com sabores, aromas, texturas e cores únicas.

Isso significa que, para sentir de verdade o gosto do lugar, você precisará visitar algumas vinícolas. Aqui estão algumas das mais interessantes.

Judge Rock

Uma pequena vinícola familiar em Alexandra, cujos Pinot Noir recebem regularmente medalhas de ouro nas mais prestigiadas competições do mundo, incluindo os Decanter World Wine Awards e a International Wine & Spirit Competition. Prove seus tintos sensuais e elegantes na própria vinícola ou noOtago Farmers Market, em Dunedin, que ocorre todos os sábados de manhã.

Rippon

Se você gosta de beber vinho diante de uma vista de tirar o fôlego, pense em visitar a vinícola Rippon, às margens do lago Wanaka. É um pequeno vinhedo administrado pela família Mills com uso de técnicas biodinâmicas (aplicação de preparos orgânicos especiais e seguindo ciclos lunares) para criar tintos que representam uma verdadeira expressão da linda paisagem.

Akitu

Na língua Māori, Akitu significa “cume” – uma referência à localização deste vinhedo nos Southern Alps, a 380 metros acima do nível do mar. A safra 2016 da Akitu foi reconhecida como o melhor Pinot Noir do mundo no prestigiado International Wine Challenge (IWC) de 2018.

Bem-vindo à festa do Pinot

As vinícolas acima são uma ótima maneira de começar, mas há outro lugar para ir se você quiser obter experiências com o vinho de Central Otago.

Durante três dias, de 24 a 26 de janeiro, produtores, vinicultores e sommeliers da região se reúnem para um dos principais eventos do calendário internacional de vinhos: a Central Otago Pinot Noir Celebration. Entusiastas do vinho terão a oportunidade de participar de degustações com os principais produtores da região, provar a excelente culinária da região e conhecer algumas das personalidades mais importantes do mundo vinícola.

Além dos vinhos das três vinícolas listadas acima, você poderá provar os sensacionais exemplares de outras 37 casas vinícolas de Central Otago, incluindo Maude Wines cujo Maude Pinot Noir Central Otago 2017 conquistou o primeiro lugar no recente New Zealand Wine of the Year, Wooing Tree, Quartz Reef, Peregrine e Gibbston Valley.

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