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Brasil e Argentina se unem para atração de turistas internacionais

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Presidente da Embratur, ministro do Turismo do Brasil e ministro do Turismo da Argentina entram em acordo para fortalecer diversos setores turísticos e, com isso, aumentar a vinda de estrangeiros para o continente

O ministro do Turismo da Argentina, Gustavo Santos, propôs assinar uma Carta de Intenções com uma agenda de trabalho para melhorar o mercado de cruzeiros entre o país e o Brasil. O objetivo é que seja apresentada e assinada na próxima reunião do Mercosul, com previsão para ocorrer em novembro deste ano. A ideia surgiu da reunião promovida nesta sexta-feira (04), em Buenos Aires, entre o representante argentino, o presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Gilson Machado Neto, o ministro do Turismo do Brasil, Marcelo Álvaro Antônio, e equipes. O encontro antecedeu a realização da FIT Argentina, que acontecerá entre os dias 5 e 8 de outubro.

De acordo com Gustavo Santos, o número de cruzeiros na Argentina tem crescido de maneira exponencial, devido à facilitação da legislação. O ministro sugeriu, ainda, que seja criada uma lei de comum acordo entre Argentina, Brasil e Uruguai, podendo seguir para o Chile, para que haja uma rota única e, com isso, aumentar a chegada de turistas nos três países. Para ele, “se cada país tem uma legislação diferente, complica o aumento ou a chegada dos turistas”. Representantes brasileiros e argentinos deverão se reunir com os responsáveis pelos portos do Brasil para, juntos, tratarem deste tema e destravarem os gargalos do setor.

Durante o encontro, outro tema debatido foi a participação do Brasil no Fórum Global de Economia do Turismo 2019 (GTEF, na sigla em inglês), que será realizado em Macau (China). O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, sugeriu a presença conjunta entre os dois países sul-americanos, com o intuito de aumentar o interesse do chinês pela região. A Argentina concede visto de 10 anos para o turista da China, além disso, dão autorização de entrada no país, de forma eletrônica, para os chineses que já possuem o visto americano ou do bloco Schengen.

“É com bastante entusiasmo que debatemos a possibilidade de termos vistos recíprocos entre Brasil e Argentina para os chineses. Ao liberar para este turista, a Argentina viu o número de chineses dobrar em apenas um ano. Em 2018, eles receberam 90 mil turistas da China em seus destinos turísticos”, informou o presidente da Embratur. Atualmente, a Argentina disponibiliza visto eletrônico para 76 países.

O presidente Gilson Machado Neto apresentou outra demanda antiga de turistas argentinos que visitam o Brasil. Ele destacou a importância de integração entre as polícias e os demais órgãos de controle que atuam na fronteira, uma vez que turistas chegam a esperar por até 8 horas para atravessar de um país a outro.

“Devemos facilitar o tráfego fronteiriço para que os turistas não percam tanto tempo no processo migratório. Sugiro, também, que façamos uma Carta de Intenções com a possibilidade de derrubar as barreiras que existem sobre este tema. Existem normas internacionais que o Brasil aderiu, mas a Argentina não, tanto em transporte de cargas quanto de passageiros”, destacou o representante da Embratur.

Sobre a malha aérea, o tema da conversa foi sobre a abertura dos céus entre as duas nações. Na visão dos representantes brasileiros, não há a necessidade de ampliação da frequência de voos, mas, sim, a consolidação e o fortalecimento da que já existe, que chega a ser 180 voos diretos.

O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, pediu apoio do ministro Gustavo Santos para a realização de um grande evento de divulgação do Brasil no próximo ano, que deverá ser promovido em frente à Casa Rosada. O ministro argentino se comprometeu a apresentar a proposta para o Governo de Buenos Aires.

“Somos os dois países mais fortes da América do Sul, recebemos juntos cerca de 14 milhões de turistas. Acreditamos nos países integrados, pois podemos multiplicar o número de visitantes por 2 ou 3. Um grande exemplo que temos é Foz do Iguaçu e Puerto Iguaçu, com 500 mil turistas em comum. Se a fronteira fosse eliminada, estes números aumentariam muito mais. Existe um estudo qualitativo dos principais destinos emissivos para a Argentina. As Cataratas são mais fortes do que a Patagônia”, enfatizou Gustavo Santos.

 

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