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“Atos de violência contra a mulher não acontecem isoladamente, mas unidos pelo machismo”, diz Ireuda

Ireuda Silva (2)

Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara de Salvador, a vereadora Ireuda Silva (PRB) pede, neste início de mês, atenção do poder público para letras de canções que desrespeitem, rebaixem e objetifiquem a mulher durante os festejos juninos. Para a republicana, “já basta que o Brasil seja um dos países que mais agridem e matam mulheres no mundo”.

“Quase todos os festejos juninos, principalmente os do interior, são bancados com dinheiro público. Portanto, é de suma importância que haja consciência para que não sejam contratados artistas e bandas cujas letras desrespeitem e rebaixem a mulher, o que não deixa de ser uma espécie de violência e que estimula tantas outras. Até porque existe no Estado uma lei que trata dessa questão, que é a Lei Antibaixaria”, argumenta.

Ireuda menciona um recente dado alarmante: de acordo com o Atlas da Violência, o assassinato de mulheres cresceu acima da média nacional em 2017 – 5,4%, enquanto a taxa geral foi de 4,2%.

“Vivemos um quadro preocupante de aumento dos casos de violência, assédio sexual, estupro, agressões físicas e verbais e feminicídio. Portanto, é inadmissível dar espaço a produções artísticas que estimulem essa que é uma das faces mais nojentas da sociedade. Não se trata de censura, porque a liberdade de alguém termina quando passa a interferir na de outras pessoas. Os atos de violência contra a mulher, em todas as suas formas, não acontecem isoladamente. Há um fio que os une, que é o machismo”, avalia Ireuda.

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